PUBLICIDADE Medida é tratada como prioritária para aliados de Lula, já que é potencial vitrine a ser explorada pelo petista no processo eleitoral 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, conversam na posse de José Guimarães — Foto: Cristiano Mariz RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 12:21 Adiamento da Votação da PEC 6x1: Tensão entre Lula e Alcolumbre Aliados de Lula avaliam que a votação da PEC 6x1, que altera a jornada de trabalho, deve ser adiada para após o recesso de julho. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é visto com desconfiança, pois sua relação com o governo está abalada após desavenças políticas. A medida é considerada prioritária por Lula, visando benefícios eleitorais. No entanto, há ceticismo sobre seu andamento, com tensões entre o Planalto e o Congresso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem dado sinais dúbios sobre como vai conduzir o debate da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6x1 e reconhecem que a votação deve ficar para depois de agosto. A previsão frustra expectativas iniciais que esse debate pudesse ser encerrado até o recesso legislativo, que começa em 18 de julho. A medida é prioritária para aliados de Lula, já que é potencial vitrine a ser explorada pelo petista no processo eleitoral diante da popularidade e de seu alcance. A PEC foi aprovada na Câmara no dia 27 de maio e, desde então, não avançou no Senado. Procurado via assessoria, Alcolumbre não com comentou. Auxiliares de Lula dizem que Alcolumbre sinalizou que propostas de interesse do governo federal só andariam na Casa após uma conversa dele com o presidente da República —o que não ocorreu até agora e, segundo aliados do petista, ainda não tem previsão de ocorrer. As duas autoridades se afastaram após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), impondo derrota histórica a Lula. O Palácio do Planalto acredita que Alcolumbre orquestrou essa rejeição, e o presidente da República não tem escondido de auxiliares o descontentamento com o senador. Nos últimos dias, num despacho com um ministro do Palácio do Planalto, Lula voltou a pedir o mapa de votação da sabatina de Messias para identificar eventuais traições, de acordo com relatos de dois interlocutores próximos do presidente. Um deles diz que isso exemplifica a mágoa que o petista ainda tem com o episódio e mostra como ainda não há clima para um encontro entre as duas autoridades. Enquanto isso, Alcolumbre não iniciou a tramitação da PEC, que deve passar por análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado antes de ir ao plenário. O presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), diz acreditar que não há tempo hábil para esgotar a discussão do tema antes do recesso, ainda mais com sessões remotas no Senado e sem definição de quem será o relator da proposta. — O relator é quem dá a dinâmica do processo de votação. Indicando o relator, certamente ele fará audiências públicas. Não dá mais tempo para fazer isso nesse semestre. Esse tema precisa ser debatido no Senado com muita responsabilidade — diz o senador ao GLOBO. O Planalto tinha pressa para votar a PEC antes do dia 18 de julho, quando inicia formalmente o recesso parlamentar. Isso porque o Congresso, historicamente, fica esvaziado durante o processo eleitoral, quando deputados e senadores voltam sua atuação a seus redutos eleitorais. Um integrante do governo que despacha no Planalto diz que ainda não há nem garantias de que a votação da PEC ocorra em agosto, na volta do recesso parlamentar. Ele afirma que, caso o tema não avance, aliados de Lula deverão tensionar o debate no processo eleitoral e responsabilizar o Congresso pelo não andamento da proposta, especialmente Alcolumbre. Desde que a PEC foi aprovada na Câmara, aliados do petista no Congresso e na Esplanada têm cobrado o andamento do tema no Senado, cobrando Alcolumbre. Grupos em aplicativos de mensagens ligados ao PT abordam o assunto quase diariamente. Em um dos vídeos disparados em um desses grupos, por exemplo, uma imagem de Alcolumbre dançando é exibida enquanto o narrador do vídeo fala: “enquanto o Senado demora a votar o fim da escala 6x1, o relógio não pára e o trabalhador continua exausto e a vida continua passando”. O PT, partidos de esquerda e movimentos sociais também têm convocado manifestações de rua para pressionar o andamento do projeto no Congresso. — Eu tenho um discurso de uma autoridade importante do Brasil que disse que a PEC da escala 6x1 precisa ser deliberada agora, antes da eleição, porque ela vai servir para o calendário eleitoral. Pode isso? Não pode isso — afirmou. Segundo ele, a pressa do governo para votar o projeto antes da eleição é para que parlamentares se sintam constrangidos a negar a proposta. — Não seria um artifício de dizer para o outro: 'Estou te ameaçando, porque se você não votar, você vai ficar contra 37 milhões de trabalhadores que querem um dia a mais de descanso? — completou.
Governistas avaliam que PEC 6x1 deve ficar para depois do recesso, e calendário gera embate com Alcolumbre
Medida é tratada como prioritária para aliados de Lula, já que é potencial vitrine a ser explorada pelo petista no processo eleitoral







