Senador e presidente Lula estão com a relação estremecida Presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, comandam sessão — Foto: Lula Marques/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 21:41 PEC da Jornada de Trabalho 6x1 Enfrenta Impasse no Senado A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera a escala de trabalho 6x1 enfrenta indefinições no Senado, onde a relação entre o presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre está tensa. Hugo Motta, presidente da Câmara, lidera as negociações, enquanto Alcolumbre promete um rito normal de tramitação, apesar de empresários desejarem adiamento. A PEC reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, com implementação gradual. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A articulação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a escala 6x1 e cria uma nova jornada de trabalho, em votação na Câmara dos Deputados, já começou no Senado, mas o rito de tramitação da proposta na casa ainda está indefinido. Diante da crise entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), coube ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), assumir a dianteira nas negociações. Segundo auxiliares, Motta conversou com Alcolumbre nessa terça-feira, após reunião do presidente do Senado com empresários, preocupados com os impactos na mudança na economia, principalmente com o prazo curto de transição para as novas regras. Esses interlocutores afirmam que Alcolumbre teria dito a Motta que não assumiu compromisso com os representantes do setor produtivo e daria um rito normal à tramitação da proposta, sem segurar as discussões, como desejam os empresários, para aprovar a PEC só após as eleições, em outubro. Os dois conversaram novamente nesta quarta. Motta também teria informado o presidente do Senado, no fim de semana, que teria uma conversa na segunda com o presidente da República para discutir os termos do texto. Lula e Motta fecharam acordo em alguns pontos, e o relatório só foi divulgado após encontro das duas autoridades. A interpretação de pessoas que acompanham as negociações é que Alcolumbre não vai atuar para atrapalhar a tramitação da matéria, tampouco irá acelerar o processo. Há boa vontade para votar o tema ainda neste semestre, dizem aliados do senador. Em conversas reservadas, Alcolumbre tem afirmado que seguirá o rito normal e que tratará da PEC quando ela chegar ao Senado: ou seja, análise em comissões e depois no plenário da Casa. Não está definido, no entanto, se o tema será discutido em somente uma comissão ou se passará pela análise de mais uma delas. Um aliado de Alcolumbre diz que ele deverá procurar os presidentes das comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), e de Assuntos Econômicos (CAE), Renan Calheiros (MDB-AL), para discutir o rito. Há também uma queixa entre senadores do prazo apertado para discutir e votar a PEC antes do recesso parlamentar, que começa oficialmente em 18 de julho. Até lá, há feriado e comemorações de São João, que costumam esvaziar o Congresso. Senadores dizem que querem contribuir com o texto e não ser somente um chancelador do que foi deliberado na Câmara. Além disso, o entorno de Alcolumbre diz que a falta de diálogo entre o presidente do Senado e Lula pode ser um complicador no processo. Aliados do senador dizem que sem a boa vontade de Alcolumbre dificilmente o tema será apreciado na Casa antes do recesso parlamentar. Desde que o Senado impôs derrota histórica ao governo ao rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), aliados de Lula falam que não há clima para uma aproximação das autoridades. Autoridades como os ministros José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e José Múcio (Defesa), além do próprio Motta e do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), têm atuado para distensionar o clima entre os dois. Até o momento, no entanto, não há previsão de um encontro entre eles. Diante desse cenário, o ministro Luiz Marinho (Trabalho), que foi um dos articuladores da PEC na Câmara, afirmou que Lula deve procurar Alcolumbre “em nome da classe trabalhadora”. O próprio Marinho destacou que é “soldado da causa” e que também procurará destravar a matéria no Senado. A PEC prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais em um período de um ano, além da garantia de dois dias de folga por semana sem redução salarial. Pelo texto, a transição começaria 60 dias após a promulgação da PEC, com redução imediata de duas horas na jornada semanal. As outras duas horas seriam reduzidas ao longo dos 12 meses seguintes.
Motta e Alcolumbre discutem PEC da escala 6x1, mas rito no Senado ainda está indefinido
Senador e presidente Lula estão com a relação estremecida















