O presidente Lula (PT) deve se reunir nesta segunda-feira (25) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para negociar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1 —seis dias de trabalho e um de folga.

Há divergência entre o Planalto e setores do Legislativo, principalmente sobre a adoção de um período de transição na mudança da jornada de trabalho.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, também deve participar da reunião com Lula e Motta. Há pressa para negociar as divergências, pois o relator da PEC, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar o relatório na própria segunda. A expectativa é votar a proposta tanto na comissão especial quanto em plenário ainda na próxima semana.

Lula defende o fim da escala 6x1 com uma redução de jornada de 44 para 40 horas semanais, sem possibilidade de corte de salário e também sem período de transição. A PEC é uma das principais bandeiras do governo em tramitação no Legislativo para as eleições de outubro.

No centrão e na oposição, há um interesse difuso, com grupos defendendo propostas diferentes. Há grupos defendendo, por exemplo, um período de transição de dez anos. A aliados, o relator rejeitou qualquer possibilidade de aceitar um prazo tão longo.