O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou a empresários e senadores de oposição nesta terça-feira (26) que fará um debate adequado da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho e proíbe a escala de 6 dias de trabalho para 1 de folga. Mas evitou se comprometer com um calendário, de acordo com seis participantes da reunião.

Alcolumbre saiu por uma porta nos fundos para evitar a imprensa e foi direto para o plenário. Ele também foi questionado sobre a tramitação da PEC antes da reunião, mas não quis responder às perguntas. Empresários criticaram a discussão via emenda constitucional, alegando que o dispositivo engessa a relação de trabalho.

Os representantes do empresariado defenderam na reunião com o presidente do Senado que a PEC seria nociva para o país e que deveria, no mínimo, ser votada somente após a eleição. A Câmara dos Deputados deve votar a proposta nesta quarta-feira (27) em uma comissão especial e na quinta (28) em plenário. Depois, o texto segue para debate pelos senadores.

Enquanto na Câmara é necessário o voto favorável de 308 dos 513 deputados, no Senado é preciso o apoio de 49 dos 81 senadores.

O encontro foi organizado pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf, e contou com representantes de varejo, comércio, indústria e serviços. Participaram também senadores da oposição.