Parte dos senadores reclama que Câmara aprovou texto de forma acelerada, mas reconhecem que Casa deve assumir o desgaste de travar a medida Plenário da Câmara dos Deputados durante votação do projeto 6x1 — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 23:15 PEC que Altera Escala de Trabalho 6x1 Avança no Senado com Aprovação Esperada Antes das Eleições O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a PEC que elimina a escala de trabalho 6x1 passará por comissões e audiências públicas antes de ser votada, mas deve ser aprovada antes das eleições para evitar desgaste político. A proposta, já aprovada na Câmara, prevê dois dias de folga semanais e redução da jornada de 44 para 40 horas em 14 meses. O Senado estuda enviar a PEC à CCJ e CAE para análise. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 não será votada em plenário de forma automática e que deverá passar por pelo menos uma comissão. A Casa também vai fazer audiências públicas sobre o tema antes de deliberar o texto. Apesar disso, aliados de Alcolumbre avaliam que a PEC não será travada e deverá ser votada antes das eleições. A medida foi aprovada pela Câmara na noite desta quarta-feira. Mais cedo no mesmo dia, a PEC havia sido aprovada por uma comissão especial. Parte dos senadores consideram que a Câmara aprovou a iniciativa de forma acelerada e que foi deixada uma margem ainda menor de tempo para o Senado analisar a iniciativa. O entorno de Alcolumbre, no entanto, descarta travar a votação. Há um temor de um desgaste político se o Senado evitar aprovar a PEC antes das eleições e que os parlamentares sejam alvos de campanhas populares que possam inviabilizar politicamente aqueles que vão tentar se reeleger. Ainda não há um martelo batido sobre o caminho que a PEC deverá tomar no Senado. Entre as opções estudadas estão criar uma comissão especial nos mesmo moldes que funcionou na Câmara antes de o texto ser enviado ao plenário. Outra alternativa, considerada mais provável, é remeter a PEC para análise das comissões permanentes já em funcionamento na Casa. Nesse cenário, a medida vai passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com a possibilidade de uma análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) também ser incluída na tramitação. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que Alcolumbre não vai segurar a PEC que acaba com a escala 6x1. Segundo Alencar, assim que a proposta chegar ao Senado será pautada na CCJ, que deverá realizar audiências públicas. — Davi não vai segurar. Vai seguir o curso normal — disse o senador. Alencar disse ser "totalmente a favor" e citou uma PEC aprovada na CCJ em dezembro de 2025 e que reduzia a jornada semanal de 44 horas para 36 horas, sem prazo de carência. A CCJ aprovou em votação simbólica e só faltou o presidente do Senado pautar no plenário, disse. —Vejo que há maioria no Senado para aprovar essa PEC. Essa é uma pauta da classe trabalhadora — destacou Alencar. A mudança na escala de trabalho é uma das principais apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para impulsionar a popularidade na sua campanha de reeleição. O texto da PEC foi negociado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e o presidente Lula. A iniciativa prevê dois dias de folga na semana já neste ano e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas num período de 14 meses.
Alcolumbre indica que PEC do fim da escala 6x1 passará por comissões, mas com votação antes da eleição
Parte dos senadores reclama que Câmara aprovou texto de forma acelerada, mas reconhecem que Casa deve assumir o desgaste de travar a medida















