A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1, aprovada na Câmara nesta quarta-feira (27), chega ao Senado com futuro incerto. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), tem dado sinais de que não travará o projeto, mas causa receio na base do presidente Lula (PT) ao não detalhar como será a tramitação da principal aposta eleitoral do Planalto no Legislativo este ano.
Enquanto isso, a oposição está dividida sobre qual será a postura adotada diante da pauta. Há divergência no partido. Enquanto o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), é contrário à PEC do fim da 6x1, uma ala da sigla defende adotar a mesma estratégia dos bolsonaristas na Câmara: dobrar a aposta e defender a escala 4x3 sem transição alguma, visando blindagem eleitoral.
O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, tem conversado com Alcolumbre para convencê-lo a pautar logo a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O articulador político do governo Lula afirmou estar dialogando "todo dia" com o presidente do Senado e acredita numa votação na Casa, "no máximo", na próxima semana.
Esse panorama não deve prosperar, no entanto, porque há um feriado na semana que vem e também porque Alcolumbre tem dito que dará uma "tramitação normal" à PEC do fim da 6x1. Ela deve apenas começar a tramitar na próxima semana, sem comissão especial, podendo passar, além da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).











