O jornalismo contemporâneo vive uma profunda crise moral. A busca incessante pelo "equilíbrio" editorial, ou seja, a convenção de que é preciso sempre apresentar "os dois lados da moeda", frequentemente se transformou em uma ferramenta de distorção da verdade.
Na tentativa de parecer neutros, diversos veículos de comunicação passaram a dar o mesmo peso a fatos amplamente documentados e a narrativas vagas, ignorando completamente o papel mais fundamental do jornalista: a verificação rigorosa.
Essa falha sistêmica ficou escancarada no The New York Times. Em um artigo de Nicholas Kristof, o jornal optou por promover uma grave inversão da realidade, transformando a vítima em acusada. O Estado de Israel, cujos cidadãos foram vítimas dos crimes sexuais mais horríveis e sistemáticos cometidos pelo Hamas em 7 de outubro, e cujos reféns foram submetidos a novos abusos sexuais dentro dos túneis do Hamas, é retratado como o lado culpado.
Não se tratou de um erro inocente causado por desconhecimento. Meses atrás, a Comissão Civil procurou o The New York Times e apresentou um relatório com evidências extensas e detalhadas da violência sexual sistemática praticada pelo Hamas, mas o jornal escolheu ignorá-las. E então, justamente na véspera da publicação do relatório por grandes veículos internacionais como a CNN, o Times decidiu publicar, em vez disso, um artigo atacando Israel. Essa tendência profundamente preocupante não se limita a Nova York.
















