Os escândalos recentes do Master, do INSS e da Carbono Oculto (para falar os mais ruidosos), com envolvimento de autoridades de todos os Poderes, reforçam o equívoco da proibição do funcionamento do grupo de elite da Receita Federal que investigou as chamadas PPEs (pessoas politicamente expostas).
As PPEs são agentes públicos que ocupam cargos relevantes, como parlamentares, governadores, ministros, prefeitos, juízes, integrantes de tribunais de contas e seus familiares.
A força-tarefa foi suspensa por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, depois que o próprio Fisco informou que um grupo de elite de auditores investigava 131 nomes de Legislativo, Executivo e Judiciário suspeitos de terem cometido fraudes.
Reportagens da época revelaram que na lista dos investigados estava a advogada Roberta Rangel, que era esposa do então presidente do STF, Dias Toffoli, entre outras tantas autoridades.
Pouco tempo depois, Toffoli determinou a abertura de uma investigação. Ela deu origem ao inquérito das fake news –ainda em vigor sete anos depois–, sob a batuta de Moraes, que suspendeu os trabalhos do grupo.










