A alta firme dos rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro americano) provocou uma nova rodada de aversão global a risco nesta terça-feira, o que alimentou uma forte queda do Ibovespa. Desde o começo do pregão, o índice adotou um movimento mais negativo, que foi se intensificando à medida em que a sessão se aproximava do fim. Durante a tarde, a apuração do The Wall Street Journal de que mediadores estão vendo “pouco progresso” nas negociações entre Irã e Estados Unidos ajudou a ampliar a piora nos mercados. Antes disso, declarações do presidente americano, Donald Trump, continuaram a adicionar cautela aos negócios, ao destacar que os EUA talvez precisem atacar novamente o Irã. Após esse novo estresse, o Ibovespa terminou em queda de 1,52%, aos 174.279 pontos, variando entre os 173.544 pontos e os 176.973 pontos no pregão. O desempenho negativo de bancos ajudou a aprofundar as perdas do índice no pregão. As maiores desvalorizações ficaram para as PN do Itaú, que cederam 2,12%. Blue chips de commodities também atuaram como detratores de performance para o Ibovespa hoje. No fim, as PN da Petrobras recuaram 0,23%, enquanto as ON da Vale perderam 0,99%. No cenário doméstico, o mercado repercutiu a informação de que o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), visitou Daniel Vorcaro após a primeira prisão do ex-banqueiro, e monitorou também a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador na pesquisa AtlasIntel de hoje, que veio em linha com o que já vinha sendo mostrado por trackings eleitorais. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa hoje foi de R$ 20,3 bilhões e de R$ 25,9 bilhões na B3. Já em Wall Street, o Nasdaq cedeu 0,84%; o S&P 500 perdeu 0,67%; e o Dow Jones recuou 0,65%.