Desde o início do pregão desta segunda-feira, o Ibovespa adotou um tom mais negativo, destoando dos demais ativos locais, que registraram um dia de alívio. A queda mais expressiva das ações da Vale pesou sobre o índice em uma sessão em que a volatilidade da cena geopolítica permaneceu elevada. Na mínima do dia, o índice chegou a tocar os 175.811 pontos, durante a tarde, em linha com a piora registrada nas bolsas americanas. Rumores de que o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou fazer concessões ao Irã elevaram a aversão a risco. Perto do fim do pregão, porém, o Ibovespa devolveu boa parte das perdas e encerrou com queda de 0,17%, aos 176.976 pontos. A melhora ocorreu após Trump publicar, em suas redes sociais, que cancelou o ataque planejado para amanhã contra o Irã, a pedido do Catar, Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. A alta mais forte dos papéis da Petrobras na reta final do pregão também ajudou a limitar as perdas do índice. No fim, as ON da petroleira encerraram com ganhos de 2,66%, enquanto as ON subiram 2,13%, o que pode indicar que houve compra do papel por parte de investidores estrangeiros. A melhora expressiva no fim da sessão, no entanto, causou estranhamento entre alguns analistas, que não viram um gatilho específico para o movimento. Na ponta contrária, as ações da Vale fecharam em queda de 2,00%, liderando as perdas entre as blue chips. Bancos também cederam em bloco, com destaque para a queda de 1,35% das ações ON do Banco do Brasil. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 18,1 bilhões de R$ 23,8 bilhões na B3. Já em Nova York, o Nasdaq encerrou em queda de 0,51%; o S&P 500 fechou estável (-0,07%); e o Dow Jones apresentou alta de 0,32%.