Coalizão de cerca de 70 associações e federações da indústria nacional, o movimento União pela Energia questiona o possível aumento do custo de energia caso sejam homologados os resultados do LRCAP 2026. O Leilão de Reserva de Capacidade foi realizado em março, está envolto em polêmica e tem o resultado questionado também por outras empresas e organizações.

O movimento vê impacto estimado de R$ 515 bilhões de aumento para as indústrias, representado por até 12% no aumento da tarifa.

A coalizão reclama de contratações que, segundo ela, não têm comprovação técnica, dos deságios baixos nas rodadas do leilão e do aumento de quase 100% no preço-teto em um intervalo de 72 horas, sem divulgação de fundamentação técnica.

Entre as dúvidas levantadas pela entidade, estão os critérios que definiram os preços-teto de R$ 2,25 milhões por MW/ano para termelétricas existentes e de R$ 2,9 milhões para novas; se foram apresentadas e avaliadas alternativas de menor custo, como baterias e resposta da demanda, foram avaliadas; e se as contratações compulsórias aprovadas pelo Congresso foram contabilizadas nos estudos de necessidade.

"Os consumidores de energia classificam como insustentáveis os resultados do LRCAP, com indicativo de manutenção apenas dos empreendimentos que atenderão o período de 2026 a 2028. Há tempo para se buscar alternativas mais sustentáveis para os anos seguintes", afirma documento divulgado pelo movimento.