A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) pediram para entrar como amicus curiae (partes interessadas) no processo que corre no TCU (Tribunal de Contas da União) sobre o megaleilão de energia do governo Lula (PT) que contratou R$ 515 bilhões em reserva de energia

As duas entidades também se posicionaram contra o certame, que teve como vencedores grupos como a J&F, dos irmãos Batista, a Eneva, de André Esteves, e a Petrobras.

Ambas elencam uma série de problemas que colocam em xeque o pregão, como uma revisão que em três dias fez dobrar o seu custo, o baixo deságio pago pelas vencedoras e o fato de que ele priorizou fontes poluentes de energia —termelétricas a gás e carvão.

A CNI, inclusive, calcula que os contratos firmados no leilão de energia podem gerar custos de até R$ 800 bilhões e pede explicitamente a suspensão "dos atos de adjudicação e homologação" do leilão, as etapas que oficializam o certame, antes da assinatura dos contratos.

"A Fiesp defende que a contratação de reserva de potência é essencial para a segurança energética, mas exige que o processo observe princípios de transparência, tarifas mais acessíveis à população e ampla concorrência", disse a entidade, em nota.