A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) ajuizou uma ação civil pública na Justiça Federal de São Paulo para suspender os efeitos do megaleilão realizado pelo governo federal em março para contratar R$ 515 bilhões em reserva de energia.
A entidade quer impedir a assinatura dos contratos, prevista para os dias 21 e 22 de maio, e pede a realização de um novo certame ainda este ano. De acordo com a federação, há suspeitas de irregularidades no leilão.
"O objetivo [da ação] é evitar que compromissos de longo prazo sejam oficializados antes que as suspeitas de irregularidades sejam devidamente apuradas", afirmou em nota. "A Fiesp questiona, principalmente, o aumento repentino nos preços-teto do leilão, que subiram até 100% em apenas três dias e sem justificativa clara."
Ainda segundo a Fiesp, a capacidade contratada pode ser superior à necessária. "O custo adicional da operação, se confirmado, seria pago por todos os brasileiros nas contas de luz ao longo de 20 anos."
A federação afirma que também ingressou com representações contrárias ao leilão no Ministério Público Federal e no TCU (Tribunal de Contas da União).














