Informação consta na decisão do ministro do STF Flavio Dino, que expediu 49 mandados de busca e apreensão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 PF faz operação para investigar suposto desvio de emendas para filme 'Dark Horse' Produtora Karina Gama e deputado Mario Frias (PL) são alvos da ação. Na foto, policiais no endereço do Deputado Mario Frias, em Brasília — Foto: Reprodução / TV Globo A Polícia Federal apontou que houve movimentação "atípica" de R$ 19 milhões nas contas da produtora Go Up, responsável pelo filme Dark Horse, no período em que ocorreram as filmagens do longa-metragem sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi identificada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de combate à lavagem de dinheiro, e consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, cujo sigilo foi retirado nesta quinta-feira. O relatório do Coaf registrou que a empresa movimentou 8,9 milhões a crédito (recebeu) e 10,7 milhões a débito (pagou) entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. Segundo as investigações, esse período "coincide" com a época em que o filme foi gravado entre outubro e dezembro de 2025. Entre os pagamentos mapeados, estão despesas com produtoras, um hotel de alto padrão em São Paulo e uma empresa que prepara refeições. "Assim, chama a atenção a coincidência temporal das gravações com o período da referida comunicação (10/11/2025 a 30/12/2025), bem como a natureza das despesas, que envolvem hotel de alto padrão e refeições, além de despesas com produtoras", diz trecho do despacho de Dino. A decisão faz parte de uma operação da Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU) que investigam o repasse de emendas parlamentares a entidades ligadas a Karina Ferreira Gama, dona da produtora responsável pelo 'Dark Horse'. Ela foi alvo hoje de mandados de busca e apreensão junto com o deputado Mário Frias (PL-SP), que assina como produtor executivo e roteirista do longa. Segundo nota da PF, as investigações apontam a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar recursos públicos para empresas subcontratadas de forma irregular, "sem comprovação efetiva dos serviços prestados". O suposto esquema funcionado até julho deste ano. Os investigadores apuram os supostos crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.