A PF cumpre 49 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Entre os alvos estão o deputado federal e duas ONGs de Karina Ferreira da Gama, produtora do filme "Dark Horse": Instituto Conhecer Brasil (ICB) e Academia Nacional de Cultura (ANC). A empresa produtora do filme, Go Up, não está na mira dos mandados. Segundo informações obtidas pela reportagem, o celular de Mário Frias foi apreendido durante o cumprimento dos mandados. A TV Globo entrou em contato com Mário Frias e com a defesa de Karina Ferreira da Gama, mas ainda não obteve resposta. A PF afirma que uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovar que os serviços contratados foram realmente prestados. As tentativas de esconder os desvios teriam continuado até julho deste ano, de acordo com os investigadores. Karina Ferreira da Gama, dona da empresa Go UP Entertainment, responsável pelo filme ‘Dark Horse’ - sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). — Foto: Reprodução/Redes Sociais Relembre a investigação O caso começou a ser analisado pelo STF após a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) pedir a apuração de repasses de emendas parlamentares destinados a organizações ligadas à produtora do filme Dark Horse. Em 21 de março, o ministro Flávio Dino determinou que o deputado Mario Frias (PL-SP) se manifestasse, em cinco dias, sobre os fatos apresentados pela deputada. A intimação, no entanto, não foi concluída. Em 14 de abril, o STF registrou que um oficial de Justiça havia tentado três vezes localizar Frias no gabinete parlamentar, mas não conseguiu fazer a entrega da intimação. Diante das tentativas frustradas, Dino determinou que a Câmara dos Deputados informasse os endereços de Frias em Brasília e em São Paulo. Na semana seguinte, o oficial de Justiça fez novas buscas para tentar localizá-lo, mas novamente não conseguiu estabelecer contato. Paralelamente, em 15 de abril, Dino abriu uma apuração preliminar para verificar a destinação de emendas parlamentares de deputados do PL a ONGs ligadas à produtora do filme Dark Horse. Segundo o deputado, a afirmação de que os recursos teriam sido direcionados à produção é "absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória". Frias também afirmou que a emenda questionada não foi destinada a "qualquer produção cinematográfica". Diretor da PF segue no cargo Nessa quarta-feira (9), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu a decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Com isso, os dois foram reintegrados à corporação. Fachin suspendeu duas decisões: uma de Alexandre Mendonça que afastava os dois dos cargos, e a de Flávio Dino, que determinou que eles voltassem às funções. ➡️Na decisão em que determinou o retorno de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou o impacto do afastamento do diretor-geral sobre as investigações do caso envolvendo o filme "Dark Horse" — a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa investigação mira o uso de emendas parlamentares federais destinadas a empresas suspeitas de financiarem a produção do filme. Em maio, o site Intercept Brasil revelou uma troca de mensagens e um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, cobrava dinheiro do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair. De acordo com a reportagem, Vorcaro pagou ao menos R$ 61 milhões em 2025. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio. - Esta reportagem está em atualização.
Caso Dark Horse: operação da PF investiga envio de R$ 2 milhões em emendas para produtora de filme do ex-presidente | G1
Operação autorizada pelo ministro Flávio Dino investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares. Na lista de alvos estão duas ONGs chefiadas pela dona da produtora do filme 'Dark Horse'.








