Medida havia sido determinada pelo ministro do STF André Mendonça no dia anterior 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo, Reprodução/TV Globo, Divulgação e Genial/Divulgação Presidenciáveis de direita repercutiram nesta quarta-feira os desdobramentos mais recentes da crise do Supremo Tribunal Federal (STF), que culminaram na decisão do ministro Flávio Dino de suspender o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A medida havia sido determinada pelo colega de Corte André Mendonça no dia anterior. Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que ministros do STF já "passaram de todos os limites, mas a postura de Flávio Dino supera qualquer patamar". "Virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica. Ditadura da Toga, não!", escreveu Caiado nas redes sociais. Romeu Zema (Novo) também criticou a decisão de Dino e reiterou o apoio a Mendonça. "Esse é o Brasil dos intocáveis. Andrei volta ao cargo um dia depois de ser afastado por indícios mais que suficientes de envolvimento com (Daniel) Vorcaro (do Banco Master)", disse Zema no X. Já Renan Santos (Missão) afirmou que, hoje, não há mais "institucionalidade" no STF. — O STF virou uma loucura. Um (ministro) passando por cima do outro. É tudo insano. Um país que perdeu todo o sentido. O que cabe é chegar na Presidência da República e colocar ordem no galinheiro. — É uma canetada totalmente ao arrepio do que diz a Constituição. Espero sinceramente que o presidente do Supremo, Edson Fachin, tome, ainda hoje, alguma decisão, começando por suspender essa liminar do Flávio Dino e convocando imediatamente uma sessão plenária para que se decida sobre essas questões em aberto, de forma transparente — disse Flávio durante uma agenda de campanha em Juiz de Fora (MG). Augusto Cury (Avante) evitou avaliar publicamente a decisão de Dino, mas defendeu que a escolha do diretor-geral da PF seja feita a partir de uma lista tríplice elaborada por delegados da corporação. — Eu não vou questionar a questão do Flávio Dino — disse Cury nesta quarta-feira. — Para não haver interferência na PF, deveria haver uma lista tríplice de delegados federais, escolhida pelos próprios delegados federais. E (após isso) o presidente escolhe um delegado a partir desta lista tríplice. Crise no STF A crise no STF ganhou força a partir da decisão de Mendonça, relator do caso Master, de retirar o sigilo de um relatório da PF que mostrava mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro dirigidas ao ministro Alexandre de Moraes. Dois dias depois, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado com base em outro relatório produzido pela Polícia Federal que apontava suspeitas de irregularidade do relator do caso Master na condução das investigações. Mendonça reagiu questionando a atuação da corporação e, posteriormente, afastou Andrei e o diretor de Inteligência da PF. Nesta quarta-feira, contudo, o ministro Flávio Dino suspendeu a medida e determinou a volta do delegado ao comando da corporação, o que aumentou a tensão na Corte. Em mensagem em uma rede social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou o escândalo do Master como o “maior crime financeiro da história do Brasil” e disse que a crise provocada pelo episódio exige medidas imediatas e mais transparência por parte do Poder Judiciário. "Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário", escreveu Lula. O presidente defendeu expressamente a abertura integral das investigações: "Por isso, é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade", escreveu.