A decisão de Dino atendeu a um pedido do diretor-geral da PF e apontou a ilegitimidade do Partido Novo em pedir o afastamento dos servidores. Os candidatos à Presidência da República repercutiram o novo capítulo na crise no STF. Até o momento, comentaram o assunto Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Rui Costa Pimenta (PCO). Dino determina reintegração de diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues Confira o que disseram os presidenciáveis: Lula (PT) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição, afirmou pelas redes sociais que é "urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer". Lula ainda destacou a gravidade do que chamou de "o maior crime financeiro da história do Brasil". O candidato do PT também disse que o povo brasileiro precisa de "medidas imediatas" para enfrentar a crise institucional no Judiciário e criticou "vazamentos seletivos". "Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral. A divulgação da verdade, como aconteceu na Operação Spoofing, conduzida pelo então ministro Lewandowski, é um exemplo a ser seguido", afirmou Lula. 🔎 Em 2021, o então ministro do STF Ricardo Lewandowski retirou o sigilo da Operação Spoofing. A operação, de 2019, prendeu suspeitos de invadir celulares do então ministro da Justiça (e hoje senador) Sergio Moro e de integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Flávio Bolsonaro (PL) Pelas redes sociais, o senador do PL declarou que "o Brasil está sem presidente, virou várzea" e pediu que o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, resolva a questão "imediatamente". "Não é sobre esquerda ou direita, é sobre resgatar o Brasil do cativeiro", declarou Flávio. Renan Santos (Missão) Em um vídeo divulgado pela campanha do candidato, o candidato do Missão afirmou que a situação do Supremo é "insana" e que estamos diante do "fim da institucionalidade brasileira". "Não cabe mais comentar. O que cabe é chegar à Presidência da República e botar ordem no galinheiro. Hoje, o STF virou uma insanidade. Não há institucionalidade, não há República", declarou. Ronaldo Caiado (PSD) O ex-governador de Goiás criticou a decisão, dizendo que os ministros do Supremo "passaram de todos os limites, mas a postura de Flávio Dino supera qualquer patamar". Caiado ainda protestou contra o que chamou de "ditadura da toga". "[Dino] virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica", afirmou. Romeu Zema (Novo) O candidato do Novo, partido que havia pedido o afastamento dos servidores da PF, criticou a decisão. Pelas redes sociais, Zema apontou que "esse é o Brasil dos intocáveis" e reiterou apoio ao ministro André Mendonça. "Nós, do Partido Novo, pedimos a PRISÃO desse sujeito e não iremos recuar. CHEGA DE INTOCÁVEIS", afirmou Zema. Em um evento de campanha em Brasília nesta quarta (9), o Zema afirmou que houve uma “aberração jurídica” por parte da decisão de Dino e acusou o sistema de se proteger. “Um ministro decide, o outro vai lá e desdecide no mesmo processo, no mesmo mérito”, disse. Zema declarou que espera que Fachin “desfaça a decisão [de Dino]” e “coloque ordem na casa”. O ex-governador de Minas Gerais também criticou a condução de investigações por pessoas que, segundo ele, teriam envolvimento com os casos. “Em todo o sistema judiciário no mundo, as pessoas se declaram suspeitas. Aqui no Brasil, quem é suspeito quer agarrar o processo”, afirmou. Rui Costa Pimenta (PCO) Pelas redes sociais, o candidato do PCO comentou a crise no STF e declarou que "não existe mais lei" depois de Alexandre de Moraes. Rui Costa Pimenta acrescentou que, se Moraes não sair da Corte, "o tribunal perde totalmente a sua credibilidade, e tudo que for feito pelo STF poderá ser questionado pela população nas ruas."