Flávio Bolsonaro disse que 'Brasil virou várzea'; Ronaldo Caiado criticou o ministro do STF e Romeu Zema, além das críticas à Corte, pediu a prisão do chefe da PF 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República pelo PL — Foto: REUTERS/Tita Barros Os candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) criticaram a decisão desta quarta-feira (9) do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues e Leandro Almada à direção da Polícia Federal. O diretor-geral e o diretor de Inteligência da PF haviam sido afastados de duas funções, ontem, por ordem do ministro do STF, André Mendonça, que atendeu um pedido do partido Novo. Dino considerou que o partido não tinha competência para tal pedido, além de afirmar que a o afastamento da direção da PF prejudica o andamento de investigações e defender que o caso seja analisado pelo plenário da Corte. A decisão de Dino foi dada no caso, sob sua relatoria, que investiga a suposta destinação de emendas parlamentares ao filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, que concorre à Presidência pelo PL, culpou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo cenário de crise e cobrou uma ação célere do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. "Brasil está sem presidente, virou várzea. Ministro Fachin tem que resolver isso, imediatamente, em sessão pública. Não é sobre esquerda ou direita, é sobre resgatar o Brasil do cativeiro", publicou o senador em seu perfil no X. Durante agenda de campanha em Juiz de Fora (MG), Flávio repetiu que Fachin deveria convocar uma sessão do plenário sobre o episódio e voltou a acusar Lula de usar a Polícia Federal para perseguir opositores políticos. Segundo Flávio, a decisão de Dino foi tomada para interferir nas eleições. "Mas não adianta, estamos fazendo nossa parte. O Brasil hoje, com tudo que está acontecendo em Brasília, está sem comando, sem presidente”, afirmou o candidato. O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, criticou a postura de Flávio Dino em mensagem no X. "Ministros do Supremo passaram de todos os limites, mas a postura de Flávio Dino supera qualquer patamar. Virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica. Ditadura da Toga, não!", postou o pessedista. Romeu Zema, por sua vez, criticou o STF e pediu a prisão de Andrei Rodrigues. "Esse é o Brasil dos intocáveis. Andrei volta ao cargo um dia depois de ser afastado por indícios mais que suficientes do envolvimento com Vorcaro", afirmou em publicação no Instagram. Momentos depois, a jornalistas, Zema classificou como “aberração” a decisão de Dino. “Um ministro que foi nomeado pelo Lula, tentando reintegrar o diretor-geral da Polícia Federal, que também foi escolhido pelo Lula. É o sistema se protegendo, uma aberração jurídica. Não existe isso em nenhum país sério do mundo", disse. O candidato do Novo afirmou que é preciso que o presidente do STF, Edson Fachin, tome “uma decisão dura” sobre o caso e coloque “ordem na casa”. Ainda segundo Zema, o STF, que no passado era considerado um “poder moderador”, o “bombeiro que apagava o incêndio”, agora “virou o poder incendiário, bombeiro que joga gasolina no meio do incêndio”, comparou. Para o candidato a vice na chapa, senador Eduardo Girão, o Caso Master é maior do que a Operação Lava-Jato e a “maior fraude do mundo do sistema financeiro mundial”. Ao elogiar a condução do ministro Mendonça no caso, afirmou que há “um caos institucional” e “uma crise sem precedentes” e que essa crise teria aumentado pela “fraqueza” de Fachin. A manifestação de Zema ocorreu após a chapa do Novo lançar uma carta aos cristãos com compromissos em “defesa da liberdade religiosa, da família e da vida”. O documento tem 12 eixos e propõe ações na área da segurança pública, educação, combate às bets e prevenção às mudanças climáticas. A carta também cita "a defesa das liberdades civis fundamentais frente aos arbítrios da Suprema Corte e de qualquer instituição do sistema de justiça”.
Crise no STF: candidatos à Presidência da República criticam decisão de Dino
Flávio Bolsonaro disse que 'Brasil virou várzea'; Ronaldo Caiado criticou o ministro do STF e Romeu Zema, além das críticas à Corte, pediu a prisão do chefe da PF











