Zema também condena medida americana, mas diz que governo brasileiro falhou na condução das negociações 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD — Foto: Cristiano Mariz/20-5-2026 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 17:37 Ronaldo Caiado critica polarização política após tarifa dos EUA O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado criticou Lula e Flávio Bolsonaro após os EUA anunciarem um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, alegando que a polarização política prejudica o país. Caiado destacou que a medida pode comprometer a economia e acusou o governo de falhar nas negociações. Romeu Zema também condenou a tarifa, mas responsabilizou o governo brasileiro pela má condução do diálogo com os EUA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD-GO) atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) parte da responsabilidade pelos desdobramentos do novo pacote tarifário anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Em publicações nas redes sociais nesta quinta-feira (16), o ex-governador de Goiás afirmou que o governo federal não soube conduzir o diálogo com os americanos e criticou a postura de adversários políticos diante da crise comercial. A manifestação ocorre um dia após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, que começa a valer em 22 de julho, foi adotada após uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que autoriza o governo americano a apurar práticas comerciais consideradas desleais. Ao comentar os impactos da decisão, Caiado afirmou que o aumento das tarifas pode comprometer setores da economia nacional e criticou a polarização política. "O que está em jogo por trás do tarifaço dos EUA é que setores inteiros podem quebrar. Não é conversa fiada. É a conta mesmo que não fecha, com 25% a mais de tarifa, que pode chegar a 37,5% somada a outras sobretaxas em análise, indústria, agro e serviços digitais brasileiros perdem competitividade da noite pro dia. Fábrica fechada é gente na rua. Produtor endividado é cidade inteira sufocada", escreveu. Na sequência, o pré-candidato voltou a atacar o presidente da República e fez referência indireta ao senador Flávio Bolsonaro, sem mencioná-lo pelo nome. "O mais triste, Lula não tem capacidade para dialogar e o outro candidato está preocupado com a eleição, não com o Brasil. A polarização está saindo muito cara para as famílias e para o país", prosseguiu. Críticas ao pedido de adiamento Na quarta-feira (15), antes da confirmação oficial do novo pacote tarifário, Caiado já havia publicado outra mensagem voltada ao tema. Nela, criticou o pedido feito por Flávio Bolsonaro durante uma audiência pública nos Estados Unidos para que a aplicação da tarifa fosse adiada até depois das eleições brasileiras. Na publicação, o ex-governador também afirmou que o governo federal reagiu ao tema apenas com medidas paliativas. "O tarifaço vai destruir quem alimenta o Brasil. Ninguém fala sobre isso. China taxa nossa carne em 55%. UE [União Europeia] vetou a carne brasileira. EUA vão taxar em 25%. Três ataques ao agro e zero resposta do governo, só cuidados paliativos. Em Goiás, sem subsídio, sem discurso, viramos o maior produtor de etanol de milho do país. Isso é gestão", disse. Em outro trecho, Caiado defendeu a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às medidas anunciadas pelos Estados Unidos. "Flávio foi aos EUA implorar a Trump que adie o tarifaço até depois da eleição. Não pediu para cancelar, pediu para adiar. Para ele, o agro pode quebrar, desde que depois do voto. Minha proposta é reciprocidade de verdade. Mercado aberto dos dois lados, não vassalagem. O Brasil tem o que o mundo precisa: comida, energia limpa, minerais estratégicos. Chega de negociar de joelhos", prosseguiu. Zema critica condução do governo Em nota à imprensa, o também pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo-MG) se manifestou sobre a decisão dos Estados Unidos. O governador de Minas Gerais condenou a adoção da tarifa adicional e afirmou que a medida prejudica a economia brasileira e desrespeita a relação histórica entre os dois países. “Eu condeno o tarifaço anunciado pelo governo dos Estados Unidos. É uma medida protecionista que prejudica os interesses do Brasil e desrespeita os vínculos históricos entre os dois países. Vejo com preocupação os efeitos sobre a indústria brasileira, que perde competitividade no mercado americano, um dos mais importantes para os produtores nacionais”, afirmou. Na mesma nota, Zema responsabilizou o governo Lula pela condução das negociações, embora tenha dito que isso não justifica a decisão americana. “O governo brasileiro errou nas negociações, criando atritos desnecessários e adotando um discurso eleitoreiro. Se tivesse agido de maneira técnica e responsável, poderia ter evitado uma retaliação que, de qualquer forma, não se justifica”, acrescentou.