Pré-candidatos subiram o tom contra o Planalto, acusando-o de trabalhar para um ruptura das relações com os Estados Unidos Romeu Zema (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) — Foto: Montagem fotos Cristiano Mariz/ Agência O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 15:53 Zema e Caiado criticam política externa de Lula após tarifaço dos EUA Os ex-governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado criticaram a política externa do governo Lula, culpando-a pelo tarifaço dos EUA, sem mencionar Flávio Bolsonaro, acusado pela esquerda. Zema classificou a taxação como "inaceitável" e protecionista, atribuindo a medida à falta de credibilidade do Brasil. Caiado lamentou a perda de uma política de Estado no Itamaraty e destacou a necessidade de reabrir o diálogo com os EUA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os ex-governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, atribuíram a culpa do novo tarifaço americano ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao se manifestarem sobre o tema nesta terça-feira, ambos responsabilizaram a política externa conduzida pelo Planalto, mas não mencionaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado pela esquerda como o culpado pelas novas tarifas. Em um vídeo postado nas redes sociais, Zema classificou a taxação em 25%, proposta após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluir a investigação comercial aberta contra o Brasil, como uma ameaça "inaceitável" e como uma medida protecionista que atinge "injustamente" o setor produtivo. — Isso não aconteceu por acaso. O governo Lula falhou na diplomacia e não conseguiu defender os interesses do Brasil. Agora, o país corre contra o relógio para tentar evitar esse tarifaço. A Casa Branca está vendo um Brasil que perdeu credibilidade, menos segurança jurídica, menos abertura comercial e menos força para negociar. O resultado é simples: quem acaba pagando essa conta da incompetência do governo não é Brasília, é o produtor brasileiro, o trabalhador brasileiro e a nossa economia — disse o ex-mandatário mineiro. Já Caiado comentou o tema em uma entrevista coletiva durante uma exposição de produtores de leite em Belo Horizonte na manhã de hoje, evento no qual Zema e Flávio também estavam presentes. — O Brasil governado pelo PT não tem mais uma política do Itamaraty que seja de Estado, ele tem uma política de governo. O Itamaraty sempre foi um ponto de poder capaz de conduzir grandes acordos internacionais. A chancelaria brasileira sempre foi uma referência internacional, mas tomou um lado ideológico e trabalhou todo o tempo para querer romper essa relação com os Estados Unidos. Na ocasião, Caiado também se descreveu como um "patriota" e disse que "defende a soberania brasileira", mas afirmou que o país está nas mãos da "corrupção" e do narcotráfico, voltando a demonstrar apoio à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas. — Tem situações que, sem dúvida nenhuma, procedem quando eles dizem: "Olha, as facções são organizações terroristas que inundam o mundo com cocaína e a corrupção interna precisa ser controlada, porque nós estamos controlando a corrupção nas nossas empresas". Agora, o que não podemos aceitar é quererem taxar aquilo que o Brasil sempre teve uma parceria. Esperamos que esse diálogo seja reaberto. O presidente Lula, por sua vez, atribui a responsabilidade pelo anúncio das novas tarifas a Flávio Bolsonaro, classificando-o como "imbecil". Em resposta, o senador disse, em entrevista à Rádio Itatiaia, que havia pedido a Trump para poupar empresas brasileiras do tarifaço.