Pré-candidato à Presidência pelo Novo afirma que o governo federal não negociou seriamente com os EUA e criou atritos desnecessários Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo) afirmou que o novo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos é errado, mas classificou a medida como uma retaliação a falhas cometidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As sobretaxas a produtos brasileiros foram anunciadas ontem e devem entrar em vigor na próxima quarta-feira (22). Leia Mais "O tarifaço é errado. Eu condeno essa medida", afirmou em comunicado à imprensa nesta quinta-feira (16). Para Zema, o governo federal não negociou seriamente com os EUA e criou atritos desnecessários – ele não mencionou quais. "[O governo Lula] transformou a política externa em palanque eleitoral. Se tivesse agido com responsabilidade, poderia ter evitado essa retaliação", disse. Zema afirma que as tarifas de 25% vão atingir a indústria brasileira, afetar a competitividade, colocar empregos em risco, além de desrespeitar a histórica relação entre os dois países. "Mas uma coisa tem de ficar clara, os erros do governo Lula não justificam o tarifaço americano. O Brasil precisa ser respeitado", acrescentou. O governo Donald Trump apresentou supostas violações a acordos comerciais por parte do Brasil para justificar as sobretaxas. Uma das violações citadas é o Pix, considerado pelos americanos um modelo desleal. O governo brasileiro diz ter buscado diálogo com os EUA e, em nota oficial divulgada hoje, também afirmou que o novo tarifaço é um "lamentável desfecho" de investigações influenciadas por uma "ativa colaboração da família Bolsonaro". O novo tarifaço é resultado de uma investigação da Representação de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), iniciada ano passado, e anunciada dias após o senador e também presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitar Donald Trump, nos EUA. No ano passado, o irmão do pré-candidato, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, atuou em solo americano em busca de sanções a autoridades e chegou a defender a aplicação de tarifas mais altas aos produtos brasileiros. Flávio negou ter relação com a nova medida e culpou o governo petista pela sobretaxa. Zema não fez menções a Flávio em sua manifestação sobre o tarifaço.