Candidato ao Planalto afirmou que vai indicar cinco ministros ao STF, em vez dos quatro previstos, porque 'Moraes vai cair' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro durante manifestação de 7 de setembro na Avenida Paulista — Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo Em ato na Avenida Paulista nesta segunda-feira (7), o candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu a saída de Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), chamou o ministro de "laranja podre" e atrelou o ministro ao presidente Lula (PT). — Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes. Nós não vamos permitir que Lula indique mais quatro Alexandre de Moraes para o STF. Eu vou indicar cinco ministros para o STF, porque Alexandre de Moraes vai cair. E eu vou indicar homens e mulheres que sejam contra o aborto, contra as drogas, contra a ideologia de gênero nas escolas, que respeitem a Constituição, que não persigam adversários políticos e que ajudem a resgatar a credibilidade do Supremo. Porque eu vou nós não vamos permitir que Lula indique mais quatro Alexandre de Moraes para o STF — falou. O próximo presidente da República terá a prerrogativa de fazer quatro indicações para o Supremo. Isso porque o tribunal já está com um ministro a menos, porque Jorge Messias, indicado por Lula, foi rejeitado pelo Senado; e três integrantes do STF terão de deixar a Corte por atingirem a idade máxima nos próximos anos. Luiz Fux se aposenta em abril de 2028, Cármen Lúcia, em abril de 2029, e o decano da Corte, Gilmar Mendes, em dezembro de 2030. A aposentadoria é obrigatória para ministros que completam 75 anos. Mas, em seu discurso, Flávio insinuou que poderá chegar a cinco com a saída de Moraes. Apesar das revelações recentes de conversas do ministro com o banqueiro Daniel Vorcaro terem motivado novos pedidos de impeachment no Senado, o presidente Davi Alcolumbre já sinalizou que não deve ceder às novas investidas. Se em outros anos integrantes da família Bolsonaro e aliados vinham usando dos atos públicos para criticar o STF, desta vez Flávio focou suas críticas em Moraes e evitou críticas à Corte no geral, e prometeu "trabalhar para resgatar a credibilidade do Supremo", porque "aquela laranja podre não pode contaminar toda a Corte". Ele disse que "Alexandre de Moraes não é o Supremo, não é a magistratura", seguindo um tom mais ameno e focado que também foi adotado pelo pastor Silas Malafaia, que discursou minutos antes no mesmo trio elétrico. O candidato lembrou da facada que seu pai Jair Bolsonaro (PL) levou em 6 de setembro de 2018, há oito anos, e disse que houve uma segunda facada quando ele foi condenado pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Flávio disse que "vão tentar uma terceira facada" contra ele com "interferências na eleição". — Vão tentar uma terceira facada, não só em mim, mas também nos meus aliados, eu estou avisando. Vão tentar uma terceira facada. E o que eu tenho a dizer é que vão tentar mais uma vez interferir nas eleições, não vai adiantar nada porque nós juntos somos muito mais fortes do que eles — disse. Flávio foi anunciado no trio elétrico por sua esposa, Fernanda Bolsonaro. Dirigindo-se ao que chamou de "perseguidores" disse que "vai ter Flávio Bolsonaro na presidência sim", e começou com um "fora Lula e fora Moraes". Ele chamou o 8 de janeiro de "farsa" que condenou "um homem correto, um homem honesto, um homem que tem Deus no coração por crimes que ele não cometeu", e indicou que sente sua própria vida ameaçada e por isso faz campanha usando colete a prova de balas. — Eu tenho que fazer campanha com colete a prova de balas porque eu sei do que a esquerda é capaz. Eu quero garantir a todos vocês, eu faço campanha de colete a prova de bala, eu coloco meu peito na frente do povo brasileiro porque eu sei que no fundo vocês, o povo brasileiro é o colete do Brasil, que defende a nossa democracia hoje — disse. O filho de Jair Bolsonaro fez críticas a Lula e lembrou dos desvios de aposentados e pensionistas do INSS, e chamou o atual governo de "o mais corrupto da história" e "formado por pessoas incompetentes que arrombam as estatais". Flávio ainda declarou que o petista indicou ministros do STF e o atual procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o intuito de "perseguir Bolsonaro". — Isso vai acabar a partir de janeiro do ano que vem. Esse consórcio de Lula com Moraes vai acabar. O Lula indicou dois ministros do Supremo, com a missão de perseguir Bolsonaro e os seus aliados. Lula indicou um procurador-geral da República com a missão de perseguir Bolsonaro e seus aliados. Lula colocou seu amigo como chefe da Polícia Federal para perseguir seus adversários e para proteger o Lulinha, que está lá na Espanha ao lado do Vini Júnior, comendo comida boa, tomando vinho caro. Quem está bancando o Lulinha, é o dinheiro do aposentado do INSS? O Lula é o responsável por esse caos moral que estamos passando hoje. A culpa é dele — acrescentou. Assim como fez seu pai, Jair Bolsonaro (PL), Flávio usou o 7 de setembro como palanque de sua campanha eleitoral. Além do enfoque em Moraes, fez promessas para a área da segurança pública, para as mulheres e para a saúde. — A partir de janeiro do ano que vem, eu vou declarar guerra aos narcoterroristas desse país. PCC, Comando Vermelho e milícias vão ser classificados como terroristas. Você, que mora em uma área dominada por esses marginais e tem que pagar pedágio para abrir sua loja, tem que pagar taxa para a sua internet e para o seu gás, eu vou livrar você desses caras. A partir do ano que vem, você não vai mais precisar olhar para a cara deles, porque eles vão estar presos ou serão neutralizados pela nossa polícia — falou. O senador prometeu trabalhar para reduzir a maioridade penal, para aprovar castração química para estupradores e abusadores de mulher e aumentar a pena para quem rouba celulares para até oito anos. O candidato também acenou para o eleitorado não bolsonarista, prometendo que, se eleito, será presidente mesmo para quem votou em outros candidatos. — Não gostou? Vota nessa porcaria que está aí e continue reclamando, porque eu vou ser presidente para governar, inclusive para quem não votou em mim. Eu vou ser o presidente da República de todos os brasileiros, eu vou cuidar do povo brasileiro. Eu vou cuidar das mulheres que estão sendo espancadas e assassinadas nesse Brasil só por serem mulheres. Eu vou cuidar de você que está cinco, seis meses esperando numa fila para fazer uma cirurgia de catarata. O SUS vai ser SUS padrão Einstein. Eu vou cuidar dos nossos filhos e filhas, porque vão aprender a ser estudantes e não militantes nos colégios. Eu vou cuidar de você jovem, que hoje não tem expectativa de conseguir um bom trabalho — afirmou.
Em ato na Paulista, Flávio diz que 'quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes'
Candidato ao Planalto afirmou que vai indicar cinco ministros ao STF, em vez dos quatro previstos, porque 'Moraes vai cair'









