Medida foi apoiada por Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Renan Santos, candidato à presidência da República pelo Missão — Foto: REUTERS/Adriano Machado Os adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa eleitoral comemoraram a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). A medida foi apoiada pelos candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Leia mais “Chefe da PF (companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de lula) acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF. Grupo especial de lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente”, publicou Flávio nas redes sociais. O senador tem utilizado a crise no STF em sua campanha para endossar as ações de Mendonça e pedir o afastamento do ministro Alexandre de Moraes da Corte. Esse foi um dos principais motes do ato que ele promoveu na Avenida Paulista na segunda-feira (7). Também pelas redes, Caiado classificou a decisão de Mendonça como “firme e corajosa” e afirmou que sempre defendeu a atuação conjunta entre lei e ordem, sem espaço para a politização das instituições. “O Brasil precisa de postura firme no STF e em qualquer outra instituição do país.” Zema, por sua vez, lembrou que foi o seu partido que pediu a Mendonça o afastamento do então diretor-geral da PF após ele ser mencionado em conversas pelo celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Enquanto muitos falam, a gente faz”, disse. Já o candidato do Missão aproveitou para alfinetar Flávio e Lula, depois de dizer que via com “muita felicidade” a queda de Andrei. Segundo ele, os bolsonaristas não deveriam comemorar, porque Flávio também tem ligações com Vorcaro, em uma referência ao dinheiro que o senador recebeu do então dono do Banco Master para financiar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em agenda em São Paulo, o candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, criticou interferências políticas na PF e defendeu maior autonomia para a corporação. “A Polícia Federal é uma polícia de Estado. Ela tem que ser honrada, mas não tem que ter tanta interferência do Executivo, como tem tido. É uma pena o que está ocorrendo”, disse, ao participar de ato na capital paulista.