A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobra isonomia do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, quanto à divulgação de dados de investigações sob sua alçada.
Segundo um estrategista da candidatura petista, Mendonça pode até divulgar as conversas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, mas teria de ter a mesma atitude de transparência para outros casos.
Exemplos citados são o financiamento ao filme "Dark Horse", que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigações sobre as relações dos ex-governadores do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), com o Banco Master, e o uso de jatinhos de Vorcaro pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
De acordo com um lulista, Mendonça, ao não dar transparência a todos os casos, age na prática para blindar o bolsonarismo e influenciar as eleições.
O ministro do STF é visto como um cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro e estaria dando ao senador do PL um discurso para desgastar Lula, sem precisar se comprometer com propostas concretas em áreas como política social, economia e segurança.







