Atos de André Mendonça já vinham sendo vistos com desconfiança pelo governo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com um grupo de auxiliares próximos no Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira para avaliar a reação à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que afasta de forma preventiva Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Entre os ministros que estiveram com Lula, estão Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social (Secom), o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Integrantes do núcleo duro da campanha, Paulo Okamoto e Gilberto Carvalho também estiveram com o presidente. Lula participava de uma reunião com integrantes da coordenação da campanha quando soube da decisão do ministro. Os atos de André Mendonça, que é relator do caso Master, dos inquéritos que investigam Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e das fraude do INSS, já vinham sendo vistos com desconfiança pelo governo, devido a uma série de vazamentos sobre essas investigações. O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, avisou a interlocutores que vai recorrer da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou o delegado-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções. Ele vai argumentar que, ao determinar a medida monocraticamente, o magistrado violou competência privativa da Presidência da República. O ministro afirma que há mais de 30 dias tem sido monitorado pela Polícia Federal. A decisão foi antecipada pela colunista do GLOBO Malu Gaspar. A decisão que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal determina ainda que a Corregedoria da corporação apure a conduta do diretor-geral: "À Polícia Federal, por meio da sua Corregedoria, que promova a abertura de procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar voltados à apuração dos graves fatos identificados, devendo submeter a este relator as medidas que considerar necessárias no curso das apurações", diz a decisão.