O grupo jurídico Prerrogativas, alinhado ao governo Lula, divulgou uma nota em que manifesta preocupação com a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça que afastou o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e cobra uma posição do plenário da corte.

No posicionamento, a entidade diz que a decisão de Mendonça é contraditória ao usar um documento apócrifo para responsabilizar agentes públicos. Na própria decisão, o ministro diz que o relatório de inteligência é um "nada jurídico".

A nota fala em uma crise institucional sem precedentes entre o STF e a PF e, por isso, cobra uma posição do plenário da corte, a quem caracteriza como foro compatível e adequado para decidir sobre a questão.

O grupo, coordenado por Marco Aurélio de Carvalho, critica a postura do relator, diz que ele sequer pediu manifestação do Ministério Público, não estabeleceu prazo para o afastamento e incluiu o diretor de inteligência que nem era alvo do pedido originalmente feito pelo partido Novo.

A entidade aproveita o fato para retomar a cobrança por uma reforma do Judiciário, com limites às decisões monocráticas.