A decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pelo afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal aprofundou o desgaste institucional e a tensão na mais alta corte do país.
A ordem dada nesta terça (8) empurrou ainda mais o governo Lula (PT) para a crise na cúpula do Judiciário, em um cenário de acirramento político com a proximidade das eleições. Ex-coordenador de segurança do petista na eleição de 2022, Andrei é um dos nomes mais próximos do presidente.
O afastamento de Andrei e de Leandro Almada, que comandava a diretoria de inteligência da corporação, foi motivado, segundo a decisão desta terça, pela produção de um relatório interno pela PF usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para pedir uma investigação contra o próprio Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução dos casos do Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Logo após sua divulgação, a medida assinada por Mendonça foi levada a referendo pela Segunda Turma do Supremo. Em menos de dez minutos após a abertura da sessão virtual, os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux votaram para acompanhar o colega, formando maioria, em um indicativo de que o relator dos casos Master e INSS tem apoio suficiente no colegiado.













