O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se manifestou publicamente sobre a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), desta terça-feira (8) que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Apesar de não ter se manifestado publicamente, Lula acompanhou os desdobramentos do caso ao longo do dia. Após a divulgação da decisão, o presidente se reuniu com integrantes do governo, entre eles o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Nesta quarta-feira (9), o presidente mantém a agenda prevista fora de Brasília e embarca para Teresina (PI), onde cumpre agendas de governo e também compromissos relacionados à campanha eleitoral. A programação oficial não prevê compromissos na capital federal. Ministro André Mendonça afasta diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues Na tarde desta terça, o presidente participou de um evento no Planalto do Planalto na tarde desta terça, realizado em alusão ao Dia da Amazônia. Durante o discurso, se limitou a falar sobre temas ambientais e não citou o caso. LEIA TAMBÉM: A avaliação é que o Planalto pode contestar a medida pelas vias legais, mas sem adotar um discurso de confronto com a Corte. AGU tenta reverter decisão No pedido apresentado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, a AGU argumenta que a decisão de Mendonça interfere na prerrogativa do presidente da República de nomear e exonerar o diretor-geral da Polícia Federal. O órgão também sustenta que a retirada imediata do chefe da corporação pode provocar prejuízos à administração da PF e gerar risco de descontinuidade na condução de suas atividades. Presidente Lula durante evento no Planalto em 2026. — Foto: Foto: Ricardo Stuckert. O ministro apontou suspeitas relacionadas ao monitoramento ilegal de autoridades e determinou também o afastamento do diretor de Inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada. Segundo Mendonça, as medidas são necessárias para preservar investigações em andamento. A decisão impõe ainda a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da PF para apurar as circunstâncias de produção de relatórios de inteligência que monitoravam autoridades. Mendonça determinou também a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária. O ministro argumentou que houve um monitoramento sistemático e ilegal conduzido pela PF por mais de um mês contra a sua própria atuação e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias. A decisão provocou reações no governo, no Supremo e dentro da Polícia Federal. Em manifestação pública, Murad saiu em defesa de Andrei Rodrigues e afirmou que a corporação manterá sua atuação técnica e independente. Diretores da PF também demonstraram apoio ao delegado afastado. Reações da PF
Afastamento diretor PF: Lula silencia e AGU recorre ao STF | G1
Após o afastamento de Andrei Rodrigues por André Mendonça, a AGU acionou o STF alegando violação de prerrogativa de Lula, que cumpre agenda no Piauí.











