Ministro do STF determinou o afastamento nesta manhã; caso foi levado para referendo da Segunda Turma e já há maioria para manter a decisão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF afastado pelo ministro André Mendonça — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A Advocacia-Geral da União (AGU) deve contestar ainda nesta terça-feira (8) a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou do cargo o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Segundo fontes, a AGU argumentará que a decisão, tomada de forma monocrática, invade uma competência exclusiva da Presidência da República. A AGU deve sustentar que a determinação invade competência constitucional do presidente da República, responsável pela direção superior da administração federal, conforme o artigo 84, inciso II, da Constituição. Segundo decisão de Mendonça desta terça-feira, o motivo do afastamento seriam "irregularidades e potenciais ilicitudes" nos relatórios que foram usados pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir a sua investigação, na última terça-feira (3). Moraes encaminhou o pedido contra Mendonça à Presidência do STF com base em relatórios apócrifos e sem valor probatório. Mendonça afirma ter sido monitorado ilegalmente pela PF por cerca de um mês. "Ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de monitoramento ilícito de ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, informa na decisão. Além de Andrei Rodrigues, Mendonça também determinou o afastamento do diretor de inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada da Costa. A decisão de Mendonça foi levada para referendo da Segunda Turma do STF. O julgamento teve início às m10h e já há maioria para manter o afastamento. Além do próprio Mendonça, votaram a favor do afastamento os ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Os dois anteciparam seus votos após o ministro Gilmar Mendes pedir vista e suspender o julgamento. A Segunda Turma é composta por cinco ministros. Além dos três que votaram pelo afastamento do diretor da PF e de Gilmar Mendes, há o Dias Toffoli, que ainda não se manifestou.
AGU deve contestar decisão de Mendonça de afastar diretor da PF alegando violação de competência do presidente da República
Ministro do STF determinou o afastamento nesta manhã; caso foi levado para referendo da Segunda Turma e já há maioria para manter a decisão











