Estratégias em discussão envolvem levar caso ao plenário ou para decisão da Presidência do STF 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF afastado pelo ministro André Mendonça — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil A Advocacia-Geral da União (AGU) está analisando formas para recorrer da decisão deo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Entre as hipóteses em discussão está a de tentar levar o caso ao plenário da Corte. Leia mais: Um ministro do Supremo consultado pelo Valor também aventou o cabimento de um pedido chamado "suspensão de liminar". Solicitações desse tipo são analisadas diretamente pelo presidente da Corte, Edson Fachin e, em caso de recurso posterior, vão a plenário. De certo, no momento, está apenas que a AGU decidiu recorrer e deve argumentar que a decisão de Mendonça viola a competência exclusiva do Presidente da República para nomear o diretor-geral da Polícia Federal. O recurso deve ser apresentado ainda nesta terça-feira. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, criticou a decisão de Mendonça. Em sua avaliação, a determinação é "descabida" e aponta uma "intromissão onde não lhe cabe". "Ninguém está acima da lei. Com base nessa referência a decisão do Ministro André Mendonça no que tange o pedido de afastamento do Delegado da polícia federal é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe", escreveu Guimarães hoje, na rede social X. Mendonça determinou nesta terça-feira o afastamento de Andrei Rodrigues. A decisão leva em conta o relatório da PF utilizado por Alexandre de Moraes na quinta-feira (3) para pedir que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade. “Irregularidades e potenciais ilicitudes na conduta do senhor Andrei Rodrigues, a superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência’ publicizados pelo ministro Alexandre de Moraes impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, afirmou na decisão. A decisão de Mendonça foi levada para referendo da Segunda Turma do STF. O julgamento teve início às 10h e já há maioria para manter o afastamento. Além do próprio Mendonça, votaram a favor do afastamento os ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Os dois anteciparam seus votos após o ministro Gilmar Mendes pedir vista e suspender o julgamento. A Segunda Turma é composta por cinco ministros. Além dos três que votaram pelo afastamento do diretor da PF e de Gilmar Mendes, há o ministro Dias Toffoli, que ainda não se manifestou.