Órgão afirma que afastamento interfere em atribuição do presidente da República e diz que caso já está sob análise da Presidência do Supremo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O advogado-geral da União, Jorge Messias, durante coletiva de imprensa após o Senado rejeitar sua indicação para o Supremo Tribunal Federal na última quarta-feira (29) — Foto: Brenno Carvalho/O Globo A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta terça-feira ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que suspenda a decisão do ministro André Mendonça que afastou preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial da corporação. O órgão argumenta que a medida interfere em uma atribuição do presidente da República e pode prejudicar o funcionamento da PF. O recurso, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, é mais um desdobramento da crise aberta no Supremo em torno das investigações relacionadas ao Banco Master. A decisão de Mendonça foi tomada no âmbito do processo que está no centro da disputa envolvendo o ministro, integrantes da Polícia Federal e outros membros da Corte. Na manifestação enviada a Fachin, a AGU afirma que o afastamento dos dois dirigentes pode provocar uma desorganização na Polícia Federal e comprometer a continuidade de investigações e outras atividades da corporação. O órgão também sustenta que cabe ao presidente da República nomear e retirar integrantes dos cargos de direção da PF e, por isso, a decisão de Mendonça teria avançado sobre uma competência do Executivo. Para a AGU, portanto, Mendonça se antecipou a essa apuração ao determinar o afastamento dos dirigentes antes da conclusão do procedimento conduzido pela Presidência do Supremo. O órgão também questiona o fato de o ministro ter submetido sua decisão à Segunda Turma da Corte, embora tenha indicado anteriormente que o caso deveria ser analisado pelo plenário, que atualmente conta com 10 ministros. A União pede que Fachin derrube imediatamente os afastamentos enquanto o Supremo decide definitivamente qual órgão da Corte deverá analisar o caso. A AGU sustenta que há urgência porque a manutenção da decisão pode afetar o comando e o funcionamento da Polícia Federal.
AGU pede ao presidente do STF suspensão de decisão que afastou diretor-geral da Polícia Federal
Órgão afirma que afastamento interfere em atribuição do presidente da República e diz que caso já está sob análise da Presidência do Supremo











