A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal classificou como uma “crise institucional grave” o afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, determinado nesta terça-feira 8 pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Em nota divulgada nesta terça, a entidade, que representa mais de 2.300 delegados da PF, questionou a decisão individual do ministro e afirmou que o afastamento do diretor-geral, autoridade máxima da corporação, deveria ser submetido diretamente ao plenário da Corte. Para a ADPF, a situação exige “serenidade de todos os atores, respeito aos ritos processuais e confiança de que os fatos serão esclarecidos pelas vias constitucionais, sem antecipação de juízos”.

Além de afastar Andrei e o diretor de Inteligência, o ministro do Supremo determinou a abertura de um procedimento administrativo-disciplinar contra a dupla.

“O afastamento do Diretor-Geral da Polícia Federal, autoridade máxima de instituição permanente prevista no art. 144 da Constituição, somente deveria ser determinado por decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal, e não por atuação monocrática de um de seus membros, ainda que sujeita a referendo posterior de órgão fracionário”, criticou a ADPF.