Decisão ocorre após ministro André Mendonça, do STF, afastar Rodrigues do cargo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Diretores da Polícia Federal divulgaram na tarde desta terça-feira uma nota em defesa do chefe da corporação, Andrei Rodrigues, e colocaram seus cargos à disposição após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar Rodrigues do cargo. No documento, eles falam em “injustificados ataques sofridos” pela PF nesta terça e afirmam que “narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja”. Numa escalada da crise institucional no Supremo, Mendonça determinou nesta terça o afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. De acordo com Mendonça, o afastamento de Rodrigues é uma medida necessária para que os integrantes da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”. Na nota divulgada conjuntamente, os diretores da PF dizem que o chefe da corporação tem, “em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros”. Eles também afirmam que Rodrigues conta com um “percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável”. “Assim, cumprindo nosso dever de defender a Instituição de ataques e tentativas de usurpação de funções, e assegurando o interesse público na manutenção de uma Polícia Federal capaz de promover justiça e assegurar o Estado Democrático de Direito, tornamos público nosso apoio aos diretores”, diz o texto. Os diretores afirmam ainda que repudiam "toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana”. “Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do diretor-geral substituto.” A Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão de Mendonça. O ministro Gilmar Mendes, no entanto, pediu vista (mais tempo de análise) e interrompeu a análise no plenário virtual. A decisão de Mendonça segue valendo enquanto o caso está paralisado. Com a saída de Rodrigues, assume temporariamente a chefia da PF William Marcel Murad, que era diretor-executivo da corporação. Assinam a manifestação conjunta: Dennis Cali (diretor de investigação e combate ao crime organizado e à corrupção); Fabrício Schommer Kerber (diretor de polícia administrativa); Otavio Margonari Russo (diretor de combate a crimes cibernéticos); Felipe Tavares Seixas (diretor de cooperação internacional); Helena de Rezende (diretora de gestão de pessoas); Roberto Reis Monteiro Neto (diretor técnico-científico); André Luis Lima Carmo (diretor de administração e logística); Christiane Correa Machado (diretora da academia nacional de polícia); Alexssander Castro de Oliveira (diretor de proteção à pessoa); Ademir Dias Cardoso Júnior (diretor de tecnologia da informação e inovação); Humberto Freire de Barros (diretor da Amazônia e meio ambiente).
Diretores da PF saem em defesa de Andrei Rodrigues e colocam ‘cargos à disposição’
Decisão ocorre após ministro André Mendonça, do STF, afastar Rodrigues do cargo













