Decisão do ministro André Mendonça foi submetida à análise do colegiado nesta manhã; julgamento, no entanto, foi suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Andrei Rodrigues — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil A Segunda Turma Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta manhã (8) para manter a decisão do ministro André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Além do próprio Mendonça, votaram a favor do afastamento os ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Os dois anteciparam seus votos após o ministro Gilmar Mendes pedir vista e suspender o julgamento. Leia mais: A Segunda Turma é composta por cinco ministros. Além dos três que votaram pelo afastamento do diretor da PF e de Gilmar Mendes, que pediu vista (mais tempo para analisar o caso), há o ministro Dias Toffoli, que ainda não se manifestou. O pedido de vista apresentado por Gilmar impede a conclusão do julgamento, mas não muda a situação de Andrei Rodrigues, que continua afastado por força da decisão monocrática de Mendonça. Conforme o regimento interno do STF, o ministro tem até 90 dias para devolver o caso para julgamento na Segunda Turma. O Valor, no entanto, apurou que a decisão de Gilmar de interromper o julgamento teve como objetivo ganhar tempo para que o caso seja levado a plenário e decidido pelo quórum completo, hoje de dez ministros, porque há uma vaga aberta na Corte. Ao determinar o afastamento de Andrei Rodrigues, nesta manhã, Mendonça alegou "irregularidades e potenciais ilicitudes" nos relatórios da PF que foram usados pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir a sua investigação, na última quinta-feira (3), por abuso de autoridade. Moraes usou relatórios apócrifos e sem valor probatório no pedido de investigação contra Mendonça que foi encaminhado para a Presidência do STF. Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues de forma monocrática e, na mesma decisão, pediu uma sessão virtual extra da Segunda Turma para referendar. O julgamento começou às 10h desta terça-feira e tinha previsão de ser concluído às 23h59, mas foi paralisado por Gilmar Mendes quase que imediatamente. Nunes Marques e Luiz Fux, no entanto, decidiram antecipar seus votos. Eles se posicionaram pelo afastamento, dando maioria a Mendonça. Ao afastar Andrei Rodrigues, Mendonça disse que foi monitorado pela PF por mais de 30 dias. “Irregularidades e potenciais ilicitudes na conduta do senhor Andrei Rodrigues, a superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência’ publicizados pelo ministro Alexandre de Moraes impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, afirmou. “Ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de monitoramento ilícito de ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, prosseguiu. Além do afastamento, Mendonça determinou a abertura de procedimentos investigativos criminais e administrativo-disciplinares, que deverão ser conduzidos pela Corregedoria da PF. O ministro determinou ainda a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência que tenham como objetivo analisar a atuação funcional de ministros, da advocacia pública e da PF. Por fim, ordenou o afastamento do diretor de inteligência da PF, Leandro Almada da Costa.
Segunda Turma do STF tem maioria para afastar Andrei Rodrigues da direção da PF
Decisão do ministro André Mendonça foi submetida à análise do colegiado nesta manhã; julgamento, no entanto, foi suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes











