A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) criticou a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), de afastar Andrei Rodrigues da chefia da PF por meio de um ato individual nesta terça-feira (8). Disse que houve "atropelo aos ritos processuais" e classificou o momento como de crise institucional grave.
Em nota, a entidade defendeu que a medida, que também se estendeu ao diretor de Inteligência Leandro Almada, só poderia ter sido determinada pelo plenário do Supremo, onde os hoje dez ministros que formam a corte têm poder de voto.
Cerca de 2.300 delegados da Polícia Federal são representados pela associação.A decisão de Mendonça foi submetida à análise de seus colegas da Segunda Turma, que referendaram o afastamento preventivo de Andrei. Votaram nesse sentido Kassio Nunes Marques e Luiz Fux –ministros mais alinhados ao relator do caso. O decano Gilmar Mendes pediu vista, suspendendo o julgamento, e se manifestou para que a votação seja levada ao plenário.
O que motivou o afastamento foi a produção de um relatório interno da Polícia Federal usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para pedir uma investigação contra o próprio Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).












