Combater conjuntamente a poluição do ar e as mudanças climáticas elevaria o PIB (Produto Interno Bruto) global em 2,8% até 2035, segundo relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), em um momento em que a maior parte da população mundial continua exposta a níveis de poluição acima dos padrões globais.
Em comparação, mais de 2% do PIB foram gastos em subsídios aos combustíveis fósseis em 2022 —que causam danos quando queimados— e cerca de 9% foram destinados à saúde em 2023.
Segundo Shuxiao Wang, coautor do estudo e integrante da Universidade Tsinghua, na China, o argumento econômico apresentado pelo relatório baseia-se em medidas que não são novas, mas já foram "comprovadas e estão disponíveis no mundo".
As mudanças climáticas e a poluição do ar têm muitos fatores em comum, incluindo a queima de combustíveis fósseis, determinadas práticas agrícolas e processos industriais.
O relatório mostrou que, considerando apenas os benefícios de mercado, as medidas gerariam valor econômico todos os anos, segundo os autores. Cada ano de atraso, por outro lado, representaria a perda de parte desses benefícios.













