O fluxo global de financiamento climático superou US$ 2 trilhões (R$ 10,2 trilhões) pela primeira vez em 2024 e deve alcançar US$ 2,1 trilhões (R$ 10,7 trilhões) em 2025, diz relatório da Iniciativa de Política Climática (CPI, na sigla em inglês) divulgado nesta segunda-feira (22). Porém, o montante ainda é insuficiente para atender às necessidades dos países menos desenvolvidos.

O documento identifica uma desaceleração nos investimentos na área: depois de registrar crescimento anual de 30% em 2021, a estimativa é de que o aumento seja de apenas 2% em 2025.

A organização afirma que isso pode ser explicado por custos tecnológicos menores e o amadurecimento dos mercados, mas argumenta que será necessário manter uma expansão sustentada de dois dígitos para atingir as metas climáticas.

A mitigação, que envolve o corte das emissões de gases do efeito estufa e inclui, por exemplo, a troca de combustíveis fósseis por fontes renováveis, recebeu US$ 1,9 trilhão (R$ 9,7 trilhões) em 2024.

Desse total, US$ 952 bilhões (R$ 4,8 trilhões) foram para a área de energia, US$ 492 bilhões (R$ 2,5 trilhões) para transportes e US$ 359 bilhões (R$ 1,8 trilhão) para edificações e infraestrutura. Os aportes no setor de agricultura, florestas e outros usos da terra somaram apenas US$ 8 bilhões (R$ 41 bilhões), montante que precisaria crescer em 153 vezes para alcançar o patamar anual necessário de 2025 a 2030.