Os bancos multilaterais de desenvolvimento comprometeram um valor recorde de US$ 162,5 bilhões (cerca de R$ 836,3 bilhões) em financiamento climático no ano passado, segundo relatório do BEI (Banco Europeu de Investimento) publicado nesta segunda-feira (13).

Os números representam dez das maiores entidades do tipo no mundo e mostram que quase US$ 103 bilhões (R$ 530 bilhões) foram destinados a economias em desenvolvimento. Repetindo um padrão dos últimos cinco anos, quase metade deste valor veio do Banco Mundial, que aportou US$ 49,9 bilhões (R$ 256,8 bilhões) em países de renda média e baixa.

No mês passado, no entanto, o órgão anunciou que abandonaria sua meta de destinar 45% de seu financiamento anual a projetos relacionados às mudanças climáticas.

O banco, que estava sob pressão do governo Donald Trump para eliminar a meta de empréstimos climáticos adotada durante a presidência de Joe Biden em 2023, disse que a mudança visa focar nos resultados dos empréstimos, não no montante investido.

O Banco Mundial não havia comentado os dados até a publicação deste texto. Ambroise Fayolle, vice-presidente do BEI, braço de empréstimos da União Europeia, disse que não comentaria a situação das instituições constantes no relatório individualmente.