O Banco Mundial abandonou uma meta crucial de financiamento climático após intensa pressão dos Estados Unidos. O país é o maior acionista da instituição e, sob o governo Donald Trump, vem agindo para derrubar décadas de cooperação global no combate ao aquecimento global.
O Banco Mundial disse na última segunda-feira (29) que vai estender seu plano de ação climática, mas também vai "aposentar" a meta de que 45% de seu financiamento vá para projetos que ofereçam "cobenefícios" climáticos.
A decisão veio após meses de negociações. Nações europeias acionistas, junto com muitos países em desenvolvimento que são clientes do banco, defenderam a manutenção da meta e a preservação do plano de ação climática, enquanto os EUA —que detêm poder de veto efetivo e o maior voto de controle no Banco Mundial— pressionaram pelo fim de ambos.
Em um memorando interno para os funcionários, o presidente da instituição, Ajay Banga, disse que o trabalho do banco de desenvolvimento na agenda de clima "é e continuará sendo firmemente orientado pelos clientes, apoiando-os na realização de suas próprias ambições".
Mas uma autoridade próxima às negociações disse que "a imagem [desse movimento] é péssima", acrescentando que os países foram forçados "a encontrar uma maneira de acomodar a ciência vodu dos Estados Unidos". "Ciência vodu" é um termo pejorativo para alegações, pesquisas ou práticas que se apresentam como científicas, mas ignoram princípios científicos fundamentais.










