0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo Mesmo depois de Davi Alcolumbre avisar anteontem que a PEC do fim da escala 6x1 só deverá ser votada no plenário do Senado depois das eleições, o PT não deve aumentar a pressão sobre o Congresso. A estratégia é manter o discurso de que o governo quer votar a proposta o quanto antes, mas evitar transformar o adiamento em um novo embate com o presidente do Senado. Desde o ano passado, a comunicação petista vinha explorando a ideia de que o “Congresso é inimigo do povo”. Agora, o alvo passou a ser o bolsonarismo. A ordem é continuar batendo no PL de Flávio Bolsonaro, que, segundo o governo, atua contra o fim da 6x1, apresentou a chamada PEC da 7x0 e vem usando a obstrução para dificultar o avanço da proposta. A cautela com Alcolumbre não é por acaso. Lula se reaproximou recentemente do presidente do Senado na tentativa de destravar pautas do governo antes da eleição. A avaliação é que, depois de reconstruir pontes, não faria sentido comprar uma nova briga por causa de uma votação que ainda depende de acordo entre os parlamentares. Assim, mesmo que a PEC não seja votada antes das eleições — e até enfrente dificuldades para avançar depois de definidos os novos senadores —, o governo prefere preservar a relação com Alcolumbre e manter a narrativa de que a resistência está entre o bolsonarismo — onde, de fato, está parte importante da resistência à proposta.
A estratégia do PT após Alcolumbre adiar a votação da 6x1 para depois das eleições
A estratégia do PT após Alcolumbre adiar a votação da 6x1 para depois das eleições














