Presidente do Senado não especificou se votação será após o primeiro ou o segundo turno 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou na quinta-feira (3) que pautará a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com o fim da escala de trabalho 6x1 “depois das eleições”, sem especificar se isso acontecerá após o primeiro ou o segundo turno. Na quarta-feira (2), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou a matéria. Leia mais “[Quero] Aproveitar essa oportunidade do senador Paulo Paim, que está aqui na Mesa e veio me dar um abraço, para dizer que vossa excelência estará aqui votando, após as eleições, o fim da escala 6 por 1 no plenário do Senado Federal”, declarou Alcolumbre, no plenário do Senado. A fala foi proferida após o senador Paulo Paim (PT-RS), que não concorrerá mais à reeleição após 23 anos ocupando uma cadeira no Senado, dizer que queria deixar o cargo tendo visto a aprovação da redução da jornada semanal de trabalho pelo Congresso. Ainda em 2019, Paim apresentou uma PEC sobre esse tema, que não avançou. Reservadamente, a aliados, o presidente do Senado tem dito que a PEC do fim da 6x1 deve ser votada antes do segundo turno. A aprovação, caso se concretize nesse período, pode beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição. Lula vinculou a não aprovação da PEC do fim da 6x1 em plenário à oposição e, em especial, do grupo político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário na disputa presidencial. Na deliberação da proposição pela CCJ, o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), votou de forma contrária. “Ontem [quarta-feira] o Brasil testemunhou, mais uma vez, quem é quem no Congresso Nacional”, declarou o presidente, em postagem nas redes sociais. “Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta”, afirmou o presidente. “É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário”, completou Lula, que voltou a comparar quem é contra o fim da escala com os grupos que já foram contra ao fim da escravidão ou ao fim de direitos trabalhistas hoje consolidados, como férias e décimo terceiro salário. Marinho, em resposta ao presidente da República nas redes sociais, disse que Lula “engana a população”. O senador também criticou a atuação do atual governo na economia. “Você está aplicando o golpe da picanha 2, tentando fazer o povo acreditar que é possível reduzir a jornada sem redução de remuneração e que isso não terá consequências para todos. O custo da sua irresponsabilidade será pago pelo trabalhador, que vai encontrar preços mais altos, empresas fechando, desemprego e um empurrão para a informalidade”, escreveu o senador.