Base aliada dependerá do apoio da oposição para aprovar requerimento de urgência 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senadores no plenário da Casa — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado Mais do que da boa vontade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva agora depende da oposição para conseguir os votos necessários para aprovar um requerimento de urgência para levar a proposta de emenda à Constituição do fim da escala 6x1 ao plenário. A PEC será analisada nesta quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e, se aprovada, será encaminhada ao plenário. Um requerimento de urgência permite que todos os interstícios, prazos e formalidades da tramitação de uma PEC sejam deixados de lado para que a matéria seja votada em dois turnos na próxima sessão do plenário do Senado. Isso, por exemplo, permitiria que a PEC do fim da 6x1 fosse votada e levada à promulgação ainda nesta semana. Para que um requerimento desses seja apresentado, ele deve conter as assinaturas de dois terços dos senadores (54) ou de líderes de blocos que, juntos, atinjam esse número mínimo. A oposição no Senado, contudo, é contra a votação desta proposição antes das eleições e não se mostra disposta a assinar um documento que acelere a tramitação dessa PEC. Integrantes da base aliada ouvidos pelo Valor apontam que, agora, esse é o principal desafio da base aliada a Lula para aprovar o fim da 6x1 e que o Planalto ainda não tem o número suficiente para eventualmente aprovar um requerimento de urgência para a proposição. Outro ponto de preocupação, caso a PEC do fim da 6x1 seja levada ao plenário é o quórum. A base teme que a oposição esvazie o plenário para impedir a votação da matéria. Uma PEC, para ser aprovada pelos senadores, precisa ter apoio de pelo menos 49 membros da Casa. Os trabalhos no Senado nesta semana estão acontecendo de forma presencial. Logo, uma obstrução de integrantes da oposição necessitaria apenas que eles não comparecessem ao plenário. O que dificulta uma estratégia desse tipo pela oposição, por outro lado, é a possível votação da indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao Tribunal de Constas da União (TCU) no plenário amanhã. A aprovação do nome dele é vista como unanimidade entre os senadores e como um gesto de deferência ao ex-presidente da Casa. A manhã desta quarta-feira, entretanto, deve ser mais tranquila. Os mesmos aliados de Lula acreditam que a aprovação do texto na CCJ deve acontecer sem maiores percalços, uma vez que o governo tem a maioria dos integrantes neste colegiado. Eles também avaliam que, na CCJ, os senadores devem temer votar contra o texto já que pelo menos dois terços da Casa disputam as eleições neste ano.
Governo busca votos para acelerar votação da PEC do fim da 6x1 no Senado
Base aliada dependerá do apoio da oposição para aprovar requerimento de urgência











