O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), frustrou o governo e deixou para depois do primeiro turno da eleição a conclusão da votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará agora convencer o chefe do Congresso a colocar o texto em votação até o esperado segundo turno da eleição presidencial.

Oficialmente, integrantes do governo Lula diziam que ainda havia chance de votação do fim da 6x1 nesta quinta-feira (3), o que não aconteceu. O ministro da Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou após conversa com Alcolumbre que "ainda há uma noite e uma manhã inteiras" para convencer o presidente do Senado a votar a proposta.

Nos bastidores, porém, integrantes da articulação política do governo já assumem que não há chances de votação antes do primeiro turno (em 4 de outubro). Alcolumbre avisou, segundo disse um deles, que não enxergava condições de pautar a proposta agora, diante da resistência de senadores de oposição e de uma ala do centrão ao texto.

Durante a sessão do Senado desta quinta, Alcolumbre afirmou que a votação vai ocorrer após as eleições. Segundo interlocutores do presidente do Senado, ele se referiu ao primeiro turno do pleito. A declaração aconteceu após um discurso do senador Paulo Paim (PT-RS) defendendo o fim da escala 6x1.