Campanha do petista tem tentado ao máximo transformar a discussão no Congresso em uma pauta eleitoral 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quinta-feira (3) o adiamento da votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 no Senado nessa quarta-feira (2) e ligou o atraso ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário nas eleições. Após ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, o projeto não foi à votação no plenário. "Ontem o Brasil testemunhou, mais uma vez, quem é quem no Congresso Nacional", declarou o presidente, em postagem nas redes sociais. "Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta", afirmou, se referindo ao senador Rogério Marinho (PL-RN), tido pelo governo como um dos principais articuladores para a desmobilização dos senadores contra a votação. A campanha de Lula tem tentado ao máximo transformar a discussão no Congresso em uma pauta eleitoral. À medida que o presidente e as lideranças do governo têm citado a causa como uma das principais prioridades deste ano, têm tentado, também, posicionar a candidatura de Flávio no lado oposto. Petistas já vinham criticando a atuação do senador sobre esta pauta, como o Valor mostrou, e voltaram a ironizar quando ele faltou à votação na CCJ ontem. "É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário", completou Lula, que voltou a comparar quem é contra o fim da escala com os grupos que já foram contra ao fim da escravidão ou ao fim de direitos trabalhistas hoje consolidados, como férias e décimo terceiro salário. Após o adiamento, lideranças da base do governo no Senado e na Câmara, onde a pauta foi aprovada, foram às redes sociais para reclamar. Com resistência de setores importantes como indústria e comércio, a estratégia do governo tem sido apelar para a opinião pública para tentar pressionar os parlamentares. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — Foto: REUTERS/Adriano Machado