Para Teresa Leitão (PT-PE), há um 'compromisso implícito' de Alcolumbre de trabalhar a favor do tema após encontro do senador com o presidente Lula 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senadora Teresa Leitão (PT) é líder do governo na Casa — Foto: Divulgação A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirma que o PT atrapalhou ao pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a acelerar a votação do fim da escala 6x1. Ela, no entanto, vê um “compromisso implícito” do parlamentar de trabalhar a favor do tema após o encontro entre ele e o presidente Lula. Como foi costurada a reaproximação entre o presidente Lula e Alcolumbre? Foram encontros de natureza diversa. O primeiro foi de aproximação, reunindo dois ministros do STF (Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin). Depois, comigo e José Guimarães (ministro de Relações Institucionais), foi uma reunião mais de trabalho. Quando o presidente Lula me convocou para esse cargo, me deu a tarefa de destravar três projetos: o fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e o projeto das terras-raras. Seria impossível fazer a tramitação andar sem o entendimento entre os dois. Está pronta para ser votada. Não há nenhum movimento de alteração. Pode ter efeito colateral positivo para todos os candidatos que apoiarem. Eu usei esse argumento. O que Alcolumbre tem falado sobre a tramitação do projeto? Ele dizia que os senadores só queriam votar depois da eleição. O presidente Lula me disse: “chame os líderes dos partidos da base e diga que é do meu desejo que a gente vote essa PEC antes da eleição, e o presidente Davi se encarrega dos outros partidos”. E Davi disse: “perfeitamente”. Antes, ele estava jogando parado e agora falou que vai conversar com os senadores. Mas Alcolumbre não se comprometeu com data para votação… É um compromisso implícito. Houve pressão direta de deputados do PT sobre Alcolumbre depois que a Câmara aprovou o fim da escala 6x1. Isso atrapalhou? Atrapalhou, porque foi um movimento indevido. Você já viu algum senador pegar o microfone e dizer que a Câmara é misógina porque não vota o projeto da misoginia, que nós aprovamos? Davi ficou muito incomodado e me relatou. E surtiu efeito? Zero. O que funciona com ele é articulação política. Houve um pedido, então, para o PT reduzir a pressão? O que dissemos é que compete agora ao Senado a pressão pela aprovação. Foi constrangedor, mas passou. O plano de governo Lula prevê mudanças no modelo atual das emendas parlamentares. Qual é a proposta? Não sabemos delinear ainda, mas temos a tese. Ter um volume maior com deputados e senadores do que com ministérios é desproporcional. Isso termina sendo um fator de chantagem. Outro ponto é garantir a destinação correta e transparente, sem criminalizar deputados e senadores.
Fim da escala 6x1: pressão do PT sobre o Senado ‘atrapalhou’, diz líder do governo na Casa sobre acelerar votação
Para Teresa Leitão (PT-PE), há um 'compromisso implícito' de Alcolumbre de trabalhar a favor do tema após encontro do senador com o presidente Lula









