O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se queixou a aliados sobre o que considera uma estratégia do governo Lula (PT) para acuá-lo e forçá-lo a colocar em votação rapidamente a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1. Ele afirmou, no entanto, que não agirá sobre pressão e que permitirá que os senadores debatam a matéria sem açodamento.
Alcolumbre identificou dedo do governo e da esquerda nos ataques que passou a receber nas redes sociais por causa da PEC. A esses interlocutores, afirmou que o Executivo quer uma votação expressa e que o Senado apenas carimbe o que a Câmara fez, mas ressaltou que este não é o perfil dos senadores e que os deputados tiveram mais de cinco meses para analisarem as consequências e definirem um texto.
Procurada no fim da tarde desta quarta-feira (3), a Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência não comentou até a publicação dessa reportagem.
Dois aliados do senador dizem que ele já reclamou em conversas reservadas sobre o momento de debate dessa proposta, que considera inadequado por causa do período eleitoral, o que cercearia a discussão. Por outro lado, reconheceu que o caráter popular da medida e que dificilmente o Senado segurará a votação se os empresários não convencerem a população sobre possíveis consequências negativas para o país.















