Presidente do Senado disse que não é obrigado a antecipar posição sobre proposta; discurso foi elogiado por coordenador da campanha de Flávio O presidente do Senado, Davi Alcolumbre — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 22:19 Senado Indica Mudanças na PEC do Fim da Escala 6x1 Após Debate O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, usou um discurso para indicar que a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1 não será aprovada automaticamente, sinalizando possíveis mudanças. Ele enfatizou a necessidade de debate, criticando a pressão para votação rápida. A PEC, já aprovada na Câmara, prevê folgas semanais e redução da jornada de trabalho, mas enfrenta resistência no Senado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aproveitou um discurso em que informou os próximos passos da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 para dar recados ao governo. O senador sinalizou que a medida não vai ser aprovada de forma automática na Casa e indicou que o texto pode passar por mudanças. A PEC da escala 6x1 tem sido articulada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma forma de impulsionar a sua popularidade para a campanha de reeleição. Sem citar o governo, Alcolumbre reclamou de cobranças para que o texto fosse colocado direto em votação no plenário, algo que ele disse que não será feito. — Essa proposta vai ter que tramitar nas comissões, porque as cobranças de todos os senadores sobre a presidência são que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão. Há previsão de uma reunião de líderes na terça-feira da semana que vem para definir o calendário da proposta e por qual comissão ela deve começar. A ideia é que ela comece pela Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo senador governista Otto Alencar (PSD-BA). Dois senadores do Amazonas são cotados para relatar a proposta. São Omar Aziz (PSD-AM) e Eduardo Braga (MB-AM). A decisão será do presidente do Senado. No seu discurso ontem, ele também reclamou de uma campanha feita nas redes sociais contra quem assinou outra PEC, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), e que propõe uma a escala de trabalho passe por negociação entre empregado e empregador. — Nós estamos sendo obrigados a escolher um lado ou outro. Todas as vezes, porque assinou uma PEC para tramitar, é contra, ou assinou uma PEC para tramitar porque é a favor. Não tem condições isso. Ninguém aguenta mais isso no Brasil — disse. Não é razoável que a Câmara passe cinco meses debatendo um assunto, muito relevante para o Brasil, e o Senado seja obrigado a carimbar. Essa é minha percepção, ela não é a favor e não é contra. É a favor do debate — também declarou. O discurso de Alcolumbre foi elogiado por Marinho, que é coordenador da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Ao reafirmar que o Senado não será uma ‘casa carimbadora’, Davi Alcolumbre reconhece a necessidade de debate sério sobre um tema que impacta diretamente trabalhadores, empreendedores e a economia brasileira”, disse Marinho em bota A PEC que dá fim à escala 6x1 foi aprovada na semana passada pela Câmara. Ela prevê dois dias de folga na semana já neste ano e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas num período de 14 meses, depois de a votação ser concluída nas duas Casas. O presidente do Senado sinalizou a aliados incômodo com a forma como essa PEC foi aprovada pela Câmara. A avaliação é que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), acelerou ao aprovar no mesmo dia a iniciativa na comissão especial e no plenário. Mesmo assim, há um entendimento de que dificilmente o texto será barrado pelos senadores, devido à pressão popular.
Fim da escala 6x1: o que Alcolumbre já indicou sobre o ritmo da PEC no Senado e os acenos para governo e oposição
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