Veja as principais perguntas sobre o fim da escala 6x1, em discussão no CongressoPEC aprovada na Câmara e enviada ao Senado reduz jornada de trabalho de 44 para 40h semanais. Crédito: Edição: Raul CarvalhoGerando resumoBRASÍLIA – As declarações do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), chamando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de “inimigo dos trabalhadores” por segurar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 geraram incômodo entre petistas na Casa vizinha. PUBLICIDADENesta terça-feira, 7, Uczai fez críticas diretas ao presidente do Senado por não dar encaminhamento à PEC, bandeira eleitoral de Lula e aprovada na Câmara no final de maio. “Esta semana, nós vamos dar uma trégua para o Davi Alcolumbre, para ele dar o passo de mandar (a PEC) para a Comissão de Constituição e Justiça. Se, até semana que vem ele não encaminhar, nós vamos elegê-lo como inimigo. Inimigo dos trabalhadores e da pauta”, afirmou a jornalistas.PublicidadeAlumbre fez repetidas críticas ao governo. Foto: Waldemir Barreto/Agência SenadoNa avaliação dos senadores do PT, a fala de Uczai prejudicou ainda mais a relação do governo Lula com Alcolumbre, que já viu dias melhores. Eles mencionam que o cargo do catarinense, como líder do PT, confere um peso maior às declarações, pela interpretação de que poderia representar uma posição do partido. Nas palavras de um petista ouvido pelo Estadão, a postura “não ajuda” e também não é a tônica adotada pelos parlamentares da base no Senado.Alcolumbre respondeu poucas horas depois e afirmou que “esse tipo de ameaça e tentativa de intimidação não será mais tolerado”. “A definição da pauta e da tramitação das matérias é prerrogativa constitucional da Presidência e não se submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais”, afirmou.PublicidadeLeia maisAlcolumbre reclama de pressão para pautar escala 6x1 após Boulos dizer que ele ‘brinca com fogo’Alcolumbre defende entrada em vigor da PEC que acaba com escala 6x1 sem transição, diz senadorFoi a segunda queixa pública de Alcolumbre sobre a pressão do governo em duas semanas. No final de junho, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse que o presidente do Senado estava “errando e errando feio” ao não colocar a PEC para tramitar.Horas depois, Alcolumbre reclamou de ser alvo de “ofensas” e criticou a pecha de Congresso Nacional “inimigo do povo”, mote de protestos liderados por movimentos alinhados ao governo Lula no ano passado.Expectativa de encontro entre Alcolumbre e Lula pode fazer PEC andar nos próximos diasApesar do mal-estar, os senadores avaliam que a tramitação da PEC deve andar nos próximos dias. Há a expectativa de um encontro entre Alcolumbre e Lula, como deseja o presidente do Senado para encaminhar pautas governistas. Um sinal que foi visto como de boa vontade pela base foi a decisão de Alcolumbre de não marcar sessão do Congresso para análise de vetos nesta quinta-feira, 9.PublicidadeAlém disso, governistas acreditam que o presidente do Senado vai começar a ser pressionado mais diretamente por senadores que buscam a reeleição e que contam com a aprovação da PEC como ativo. Esse fator se soma ao potencial discurso eleitoral de que o Senado está barrando uma proposta que beneficia trabalhadores.
Crítica de líder do PT na Câmara a Alcolumbre por 6x1 gera incômodo em senadores do partido
Na avaliação de petistas, postura ‘não ajuda’ e prejudica ainda mais a relação com presidente do Senado; expectativa de encontro entre Alcolumbre e Lula pode fazer PEC andar nos próximos dias









