Líder do PT na Câmara diz que presidente do Senado será eleito 'inimigo' se segurar tramitação da proposta Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em pronunciamento — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), rebateu as declarações do líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), nesta terça-feira (7), de que o senador será eleito “inimigo” caso não dê andamento à PEC do fim da escala 6x1. “Esse tipo de ameaça e tentativa de intimidação não será mais tolerado”, disse em nota. “Quem realmente pretende contribuir para o avanço da PEC respeita o devido processo legislativo. Ameaças e constrangimentos institucionais não aceleram a tramitação; apenas afrontam a independência dos Poderes”, afirmou. Alcolumbre ressaltou, por meio de nota, que a definição da pauta e da tramitação das matérias é prerrogativa constitucional da Presidência. “E não se submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais”, destacou. A PEC é uma das prioridades para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto já foi aprovado pelos deputados em maio e ainda não começou a tramitar no Senado. Na nota, a assessoria da Presidência do Senado destaca que na última semana, o presidente Davi reuniu-se com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT), o senador Paulo Paim e representantes das centrais sindicais para tratar da matéria, “reafirmando seu compromisso com o diálogo e com a regular tramitação da proposta”. Mais cedo, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai,, afirmou que a bancada do PT irá eleger Alcolumbre como um “inimigo” caso o presidente do Senado não despache a PEC do fim da escala 6x1 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até a próxima semana. “Essa semana nós vamos dar uma trégua para o Davi Alcolumbre. […] Se até semana que vem ele não caminhar com a PEC para a CCJ, nós vamos elegê-lo inimigo”, disse o deputado a jornalistas. A disputa ocorre em meio ao imbróglio entre Lula e Alcolumbre, cuja relação está estremecida desde a rejeição, no Senado, do nome de Jorge Messias, indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF).