A base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu driblar a pressão da oposição e manteve a votação do relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM) à PEC (proposta de emenda à Consituição) que acaba com a escala 6x1 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado para esta quarta-feira (2).
O líder da oposição no Casa, Rogério Marinho (PL-RN), pediu vista à proposta do governo, o que poderia exigir que a votação fosse retomada em outra sessão. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), aliado ao governo, decidiu por um intervalo de apenas uma hora antes de colocar o relatório em votação.
O procedimento que serve, formalmente, para que os congressistas conheçam o texto, era esperado como parte das estratégias de obstrução definidas pela oposição à pauta, vista como um importante ativo eleitoral de Lula, candidato a um quarto mandato à Presidência da República.
O principal adversário do mandatário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não participou da votação. Na véspera, ele evitou criticar a proposta de redução da jornada semanal de trabalho. Bolsonaristas admitem desgaste eleitoral com a pauta e definiram que o enfrentamento caberia ao senadores que, por estarem em meio de mandato, não são candidatos neste ano.











